Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste O presidente da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), discutiu junto aos demais gestores do estado uma tabela de preços para o pagamento do cachê dos artistas no período de São João, tendo em vista os altos valores praticados nessa época do ano.
Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Cardoso destacou que o tema, que obteve a adesão dos 417 municípios baianos, interessa a toda a sociedade.
Segundo o presidente, os valores cobrados pelos artistas são abusivos. Nos últimos dois anos, houve aumento exagerado das bandas. Teve artista que tocou no São João passado por R$ 300 mil que, hoje, quer R$ 800 mil. Tem cachê que ultrapassa R$ 1 milhão. Isso compromete as finanças dos municípios, afirmou.
A situação reflete na falta de investimentos para saúde e educação, prejudicando o orçamento municipal. O Ministério Público e os demais órgãos fiscalizadores estão atentos à questão e a UPB tem buscado mobilizar os prefeitos para discutir o assunto.
Em audiência realizada nesta quarta-feira (04), na UPB, vários prefeitos baianos fecharam um acordo de que o maior cachê a ser pago pelas prefeituras não pode ultrapassar R$ 700 mil. Além disso, o Município não pode gastar mais do que 5% do valor gasto no ano anterior. É um entendimento interessante. Todos os prefeitos, inclusive aqueles que, tradicionalmente, fazem festas grandes no São João também concordaram com esse acordo, declarou.
Em sua avaliação, Cardoso salientou que o teto definido é suficiente para contratar grandes artistas do segmento. Ademais, a proposta da UPB também busca valorizar os forrozeiros do país e a cultura regional, cujos artistas são igualmente talentosos e não oneram os cofres públicos com cachês abusivos. Queremos promover uma grande valorização aos nossos forrozeiros. Pelo menos 30% do valor definido será destinado a contratação dos forrozeiros pé de serra. Nosso objetivo é valorizar a cultura local e regional, asseverou.
O tabelamento dos valores será apresentado nesta sexta-feira (06) ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).
1 Comentário
Webiston Barbosa Reis comentou em 06/02/2026 / 14:26
Finalmente alguém lúcido e com ideias coerentes. Totalmente sem sentido o Estado pagar quantias astronômicas a determinados artistas que nada tem a ver com o VERDADEIRO SÃO JOÃO. Espero que essa ideia tome força e que o Ministério Público da Bahia atue de forma enérgica, evitando assim que essa gente "surrupie" o nosso tão suado dinheiro público(oriundo em sua grande totalidade de pagamentos de SUADOS IMPOSTOS).
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