Há quase três décadas os moradores do Bairro São José, em Brumado, convivem com a falta de esgotamento sanitário. O site Brumado Notícias esteve na localidade e registrou o esgoto a céu aberto jorrando pelas ruas. O que chama a atenção é a quantidade de sujeira, lodo e o mau cheiro do local. A Rua Márcio Silva Brito, que é uma espécie de corredor central do bairro, encontra-se em situação crítica por conta da falta de esgotamento. Para piorar, a rua também é um dos principais acessos à unidade do IFBA que está em construção no bairro. Até mesmo parte do esgoto da unidade básica de saúde da localidade é despejada na via. Moradores contaram a nossa reportagem que já foram feitos inúmeros apelos à Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e aos vários gestores que passaram pela administração municipal nos últimos 25 anos, mas nenhuma providência foi tomada quanto à resolução do problema. “Todo período de política eles passam por aqui, andam pelas nossas ruas, veem o problema com que convivemos, prometem uma solução, apertam nossas mãos, ganham nosso voto e nos esquecem. No meu caso já são quase trinta anos fingindo que vão fazer e eu fingindo que voto neles. Lamentável como ficamos no esquecimento”, comentou o pedreiro Edvaldo Alves.
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Narração automática (IA)O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura - CREA-BA, Marco Amigo, esteve na última sexta-feira (02) em Brumado para participar de um encontro entre os municípios baianos que desejam formar um consórcio para elaborar em conjunto os Planos de Resíduos Sólidos e Saneamento Básico. Como representante do órgão convidado a ajudar nesta elaboração, o presidente do órgão contou que nos planos incluem não só o destino dos resíduos sólidos e o saneamento, mas também o abastecimento de água e estação de esgoto. “Nós queremos conseguir as melhores soluções para o município e que a gente consiga resolver esses problemas, que são históricos da população”, disse Amigo ao site Brumado Notícias. O maior problema encontrado pelo presidente do CREA-BA é o prazo: os municípios precisam entregar os planos prontos ao governo federal no prazo de cinco meses.
“O governo federal poderá impedir os municípios de receberem recursos se não tiver o planejamento implantado”, completou. Mesmo achando ser uma tarefa difícil, Marco Amigo acredita que com a união dos municípios e o esforço de todos é possível atingir o objetivo. Sobre a possibilidade do local para tratamento de resíduos sólidos - aterro sanitário - ficar situado em Brumado, Amigo declarou que é preciso discutir qual será o lugar melhor para dar destinação aos resíduos. “Pelo tamanho da cidade, aponto para Brumado, mas essa é uma discussão coletiva. É preciso escolher o local que seja economicamente viável e seja melhor para todos”, esclareceu, afirmando ainda que essa é uma decisão técnica, a qual depende de um estudo maior. “Quanto melhor localizado for, melhor será o lucro, que será dividido entre os municípios”, completou. De acordo com ele, a expectativa é que o consórcio agregue 18 municípios baianos, entre eles Brumado, mas não há limite para esta quantidade.
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Narração automática (IA)Há tempos, os moradores da Rua Major Jovino Brito, no Bairro São Félix, em Brumado estão reclamando por conta de um terreno particular que se transformou em esgoto dada a quantidade de água acumulada no local. Recentemente, a rede de esgotamento também estourou na via pública e, após inúmeras reclamações levadas a prefeitura sem resposta, os moradores resolveram protestar interditando a rua com os próprios paralelepípedos que se soltaram da via. O Brumado Notícias esteve no local e ouviu as queixas dos moradores. “Nossas crianças estão adoecendo e estão impedidas de brincarem na rua por causa desse esgoto. Estamos abandonados pela prefeitura, que até então não está nem aí para nosso problema”, reclamou o idoso José Gomes. O morador foi apoiado pelo vizinho Marlos Cordeiro, que reside em frente ao esgoto estourado. “Sou obrigado a passar a maior parte do tempo na rua, porque o mau cheiro impregnou todo o interior da minha casa. Ao meio dia, a nossa comida desce sem sabor porque a única coisa que respiramos é o mau cheiro de fezes”, contou o morador, que não se conforma com a falta de atenção da prefeitura. De acordo com a dona de casa Adelaide, além das pedras, ainda serão colocados no meio da rua pneus velhos e outros objetos, que, segundo os moradores, só serão retirados do lugar quando a prefeitura consertar o esgoto.