As chuvas que encheram os mananciais no sertão baiano e a alegraram os sertanejos também provocaram inflação nos preços de legumes, verduras e hortaliças comercializados nas feiras livres e supermercados. Em Brumado, produtos como tomate, alface, coentro, couve e alguns legumes tiveram uma alta significativa nos preços. O tomate, que era comercializado a R$ 1,50, subiu para R$ 3,00. A depender da qualidade do fruto o mesmo pode chegar a R$ 4,00. Os produtos mais inflacionados foram as hortaliças; algumas nem estão sendo encontradas nas quitandas. “Antes da chuva, a gente comprava os temperos a R$ 0,75 ou no máximo a R$ 1,00, mas depois da chuva tudo subiu para R$ 3,00. Está difícil comer salada em casa com as hortaliças e temperos com esses preços”, reclamou a professora aposentada Celcides Nunes. Os produtores agricultores alegam que as fortes chuvas acabaram alagando os campos e matando as plantações de hortaliças. “Nós não reclamamos da chuva, estamos comemorando e muito por termos recebido essa bênção de Deus, mas para os preços dos produtos voltarem ao normal só no prazo de 60 dias. Até lá os campos de lavoura terão se recuperado e voltaremos a colher produtos de melhor qualidade e com preços mais baixos”, disse o feirante e agricultor João Marcos.
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Narração automática (IA)Na manhã desta quinta-feira (22), o site Brumado Notícias registrou o momento em que o administrador do Mercado Municipal em Brumado, Manoel Gonçalves, anunciava aos feirantes que atuam no fundo da Cesta Povo que a prefeitura começará as obras de construção de uma praça de estacionamento no local. Com isso, os comerciantes cadastrados serão removidos para outro lugar. O administrador conversou com mais de 50 comerciantes cadastrados para remoção anunciando o início das obras, que, segundo a Secretaria de Infraestrutura, irão começar na próxima segunda-feira (26). “O aviso está sendo dado com antecedência para ninguém dizer que foi pego de surpresa, pois todos já estão cientes de que a obra será executada. Os feirantes estão sendo realocados para a área de hortifruti e para os antigos pontos onde funcionavam os açougues dentro do mercado”, explicou Gonçalves. Mesmo com o aviso antecipado, alguns feirantes ainda mostram resistência e dizem que serão prejudicados com a remoção. Por outro lado, os feirantes que não tiveram seus nomes cadastrados para a devida remoção alegam que irão buscar seus direitos de comercialização.