Após 22 dias de paralisação, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegaram a um acordo na madrugada desta sexta-feira (11) para encerrar a greve da categoria. O próximo passo é levar a decisão para ser votada nas assembleias locais. Caso a proposta seja aprovada, a greve será encerrada. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), todos os sindicatos do país devem realizar assembleias para discutir o assunto até a próxima segunda-feira (14). O acordo prevê reajuste de 8% (1,82% de aumento real); 8,5% (2,29%) de reajuste para o piso da categoria, e compensação pelos dias parados pela greve de até uma hora por dia (entre segunda e sexta-feira) até o dia 15 de dezembro. O presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, considerou a proposta patronal positiva e orientou os sindicatos da categoria a aceitar o acordo, finalizando a greve. No início do movimento, os bancários pediam reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860.
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Narração automática (IA)A proposta de reajuste salarial de 7,1% oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi rejeitada na última sexta-feira (04) pelo Comando Nacional dos Bancários. Com a decisão, a greve, que já dura 17 dias, será mantida. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, a proposta da Fenaban é muito baixa e decepcionante, pois o lucro dos bancos está em torno de R$ 60 bilhões, de acordo com o relatório do Banco Central. Segundo Cordeiro, apesar dos lucros altíssimos, os bancos estão oferecendo menos de 1% de reajuste real. “Rejeitamos e vamos orientar nossos sindicatos a fortalecer a greve para ver se a Fenaban melhora a proposta em mesa”, completou. Desde o dia 19 de setembro, esta foi a primeira oferta apresentada. Na Bahia, mais de 800 agências estão fechadas.