As compotas de umbu e geleia de acerola produzidas na Usina de Beneficiamento de Umbu, na comunidade do Campo Seco, em Brumado foram expostas durante o seminário de implantação do Serviço de Inspeção do Município (SIM). Os representantes da Embrapa aprovaram o sabor e a embalagem dos produtos. “Esta usina com certeza será a primeira a ser avaliada e beneficiada com a marca do SIM, o que irá mudar muito a rotina e a economia dos produtores da região”, comentou Almir Eloy, coordenador setorial da Secretaria Estadual de Agricultura. Além de umbu e acerola, a usina também produz derivados de outros frutos, como manga e goiaba. A expectativa, segundo Jude Caé, presidente da Associação de Moradores do Campo Seco, é que com essa implantação a Secretaria Municipal de Agricultura libere o quanto antes a certificação de inspeção para que os produtores possam começar a comercializar as compotas. “Já estamos produzindo há um bom tempo, mas nossa dificuldade é vender porque ainda não temos o selo da Secretaria de Agricultura para colocarmos esses produtos nas prateleiras comerciais do município e em todas as regiões do estado. Agora estamos mais otimistas com a possibilidade de ganharmos essa certificação”, disse o produtor. A usina de beneficiamento do Campo Seco também conta com o apoio do Sebrae e da Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares da Economia Solidária de Brumado (COOPMASB).
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Narração automática (IA)Aos poucos, o umbu, famoso fruto do sertão baiano, começa a aparecer na feira livre em Brumado. A fruta está sendo comercializada a R$ 2,00 o litro, valor considerado alto neste primeiro período de colheita. O agricultor e feirante Gustavo Oliveira, da Fazenda Riachão, disse ao site Brumado Notícias que, neste ano, em sua região a safra do fruto está prejudicada por conta do longo período de seca. Por outro lado, para os moradores da comunidade do Campo Seco, a expectativa é mais animadora. Segundo o presidente da associação de moradores e da usina de beneficiamento de umbu, Jude Caé, os pés de umbu estão bem floridos e carregados e é esperada uma grande colheita do fruto a partir do final do mês de dezembro, o que irá favorecer a produção de derivados preparados na usina. Para os brumadenses e todos que moram no eixo do sertão produtivo, a chegada do umbu representa renovação na lavoura e na economia da agricultura familiar.