Em entrevista ao site Brumado Notícias, o diretor da APLB - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, Gilvan Moreira, respondeu se a paralisação nacional dos professores irá afetar o calendário letivo no estado e no município. O sindicalista garantiu que a paralisação já estava prevista e que por isso não irá afetar o ano letivo. Segundo Moreira, neste ano, os alunos terão 200 dias de aulas, porém o calendário foi elaborado com 210 dias, justamente prevendo essas paralisações da categoria, em prol de melhorias no setor. Tudo para não penalizar o aluno, explicou Moreira. A APLB adiantou que outras paralisações já estão previstas, inclusive por conta de alguns projetos que serão votados no Senado, a exemplo do Plano Nacional de Educação.
Brumado: Diretor da APLB esclarece que paralisações não irão prejudicar o calendário letivo estadual
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Narração automática (IA)Em entrevista ao site Brumado Notícias no começo do ano, o professor e diretor da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), em Brumado, Gilvan Moreira, apresentou a portaria de nº 344, do Ministério da Educação (Mec), que aponta que os recursos do exercício de 2012 foram distribuídos pelo Banco do Brasil no dia 30 de abril de 2013 a fim de serem destinados à integralização do piso salarial nacional entre os professores do magistério público. Apesar da portaria, os professores brumadenses podem não receber o rateio obrigatório disponibilizado pelo Fundeb. Procurada pela nossa reportagem, a secretária de Educação, Acácia Gondim, preferiu não falar sobre o assunto, pois disse que só irá se pronunciar após analisar melhor as aplicações do recurso juntamente com o Sindisemb. Da mesma forma, embora a presidente do sindicato, Conceição Machado, quando procurada pela equipe do BN na última sexta-feira (17), tenha admitido que o recurso de R$ 1 milhão já está em caixa, ela prefere aguardar as negociações com a prefeitura para avaliar como melhor aplicar o valor. Vale ressaltar que a portaria do Mec exige que no mínimo 60% do valor total do recurso tem que ser obrigatoriamente rateado entre os professores. A Secretaria de Educação tem até o final do mês para fazer o rateio do recurso federal; caso contrário, os docentes estão dispostos a acionar o Ministério Público.
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Gilvan Moreira, diretor do Núcleo da APLB no município, declarou que a categoria está bastante insatisfeita com a proposta de 8,65%. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias). Após o prefeito de Brumado, Aguiberto Lima Dias (PSL), encaminhar projeto de reajuste salarial dos professores municipais, que prevê aumento de 8,68% nos salários da categoria, para ser votado na Câmara de Vereadores, sindicalistas e professores se reuniram na noite da última segunda-feira (26), na Biblioteca Jarbas Passarinho, a fim de debater a proposta apresentada pelo executivo municipal. Ao final da reunião, os docentes decidiram rejeitar a proposta de reajuste. Em entrevista ao site Brumado Notícias, Gilvan Moreira, diretor do Núcleo da APLB - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia - no município, declarou que a categoria ficou bastante insatisfeita com a contrapartida da prefeitura, tendo em vista que nos últimos dias a administração apresentou altos reajustes a outros setores administrativos. “Primeiro, o prefeito deu um reajuste de 45% aos cargos de confiança comissionados; depois, ainda deu um reajuste de 80% ao servidor Raimundo Lima Dias, seu irmão, que é técnico em contabilidade da prefeitura. Esse último reajuste seria uma gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET). Agora, oferece míseros 8,68% de reajuste aos professores. Isso é uma humilhação com a categoria que tem colocado a cidade de Brumado entre os primeiros no ranking da educação no estado. Além disso, tem funcionários que trabalham na área da educação que não são professores, recebendo reajuste de 14% de aumento, com recursos do Fundeb, o que mostra total incoerência com os professores”, disse Gilvan.
O diretor da APLB no município afirmou que os professores irão apelar aos vereadores para que os mesmos votem contra a proposta de reajuste da prefeitura. Simultaneamente, a categoria irá realizar diversas paralisações ao longo deste ano, a começar por um manifesto público que já está marcado para o dia 7 de setembro, durante as comemorações cívicas no município. Com relação a greve, o sindicalista deixou claro que não é descartada a possibilidade, mas que a categoria está estudando todos os ângulos da situação com o intuito de não prejudicar o ano letivo. Gilvan disse ainda que os professores, assim como a APLB e o Sindicato dos Servidores Municipais de Brumado (Sindsemb), estão dispostos a acionar o Ministério Público para que o executivo municipal seja obrigado a pagar o salário dos professores de acordo com o piso nacional da categoria.
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Narração automática (IA)Os professores da rede estadual de ensino aderiram à paralisação nacional do ‘Dia Nacional de Lutas’, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). Em Brumado, três mil alunos estão sem aulas. Além dos professores, todos os servidores em educação também aderiram à greve, pois um dos pontos da pauta de reivindicações é a valorização dos servidores não docentes. De acordo com a Diretoria Regional de Educação (Direc 19), que atende a 12 municípios incluindo Brumado, algumas cidades não aderiram ao movimento e seguem com as aulas normalmente.
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Professores da Bahia vão paralisar as atividades nos dias 23, 24 e 25 de abril. Nos dias 23, 24 e 25 de abril, devido ao movimento nacional de greve dos professores, alunos da rede estadual baiana de ensino voltam a ficar sem aulas. Segundo a vice-coordenadora da APLB, Marilene Betros, a paralisação nos três dias do mês de abril será marcada por protestos para a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) que, entre outras resoluções, amplia a porcentagem direcionada ao investimento em educação no país para 10%, além de prever ações de valorização do professor do magistério. Os professores filiados ao sindicato realizaram na última terça-feira (9) uma assembleia, dando início às discussões sobre a agenda de reivindicações da categoria, que envolve pendências remanescentes da última greve da categoria, em 2012, que durou 115 dias. De acordo com Marilene, o pagamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no valor de 5.8% já está sendo negociado com o governo do estado. Outra conquista anunciada pela sindicalista é a redução da carga horária em 1/3, reservada para atividades complementares e planejamento de aulas. “Essa é uma garantia estabelecida pela lei do piso salarial e que finalmente conseguimos o cumprimento junto ao governo, com o início ainda este ano”, anunciou. Apesar da adesão ao movimento, uma paralisação por tempo indeterminado não é cogitada, vez que, conforme alguns educadores, esse tipo de manifestação não tem mais efeito sobre o estado. Informações do Jornal Tribuna da Bahia.