Mantendo a tradição, a baiana Dete do Acarajé encerrou as atividades no CarnaBrumado 2014 distribuindo acarajés para os garis na madrugada desta quarta-feira (06). Embora muitos fregueses comparecessem à barraca para comprar o quitute, a baiana encerrou as vendas, pois os últimos acarajés eram dos garis. “Faço questão de me lembrar deles porque o nosso carnaval só é bonito porque temos esse pessoal que arregaça as mangas e sua a camisa para manter as praças limpas. Esse ano eles foram ainda melhores com toda a atenção que deram aos banheiros durante todos os dias da festa. Com esse gesto também quero parabenizar a polícia militar que foi brilhante na nossa segurança, a Miguel Lima Dias, Beto Bonelly e toda a comissão, que deram um show na organização desse carnaval. Parabenizo também o prefeito Aguiberto Lima Dias pela iniciativa que traz de volta a alegria para a nossa terra. Parabéns, Brumado por termos de volta o nosso carnaval”, disse Dona Dete ao site Brumado Notícias.
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Narração automática (IA)Há 20 anos, a Dona Dete, baiana de acarajé mais conhecida de Brumado, preserva a tradição de levar acarajé aos presos na cadeia local. A ação acontece sempre na última quarta-feira do ano, porém, neste ano, por conta do feriado de Natal, a baiana só pode levar os quitutes na tarde desta quinta-feira (26). Dona Dete faz questão de entrar na custódia e entregar pessoalmente o acarajé aos custodiados, que chamam a baiana de tia e ainda pedem a bênção. Até mesmo o agente da polícia civil que acompanhou a baiana se emocionou. “Fiquei sem palavras ao ver esse belo ato de solidariedade. As lágrimas vieram aos olhos, mas tive que me conter quando os presos começaram a aplaudi-la como forma de agradecimento por seu gesto”, contou o agente ao site Brumado Notícias. Carismática, a baiana disse que o gesto é uma forma de mostrar aos detentos que eles precisam mudar de vida. “Sei que cada um colhe o que planta, e eles têm consciência que erraram perante a sociedade e têm que pagar pelos erros, mas nós não podemos simplesmente virar as costas e achar que a cadeia resolve. Muito pelo contrário, temos que buscar meios de ajudar essas pessoas a saírem do erro. Não é o revólver da polícia que vai mudar a cabeça de quem está no erro, mas parece que vai demorar para as nossas autoridades enxergarem isso”, destacou a baiana.