Tem início nesta segunda-feira (25) o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Na mesma data, a Previdência Social inicia o depósito dos benefícios da folha de agosto para os segurados que recebem até um salário mínimo e têm cartão com final 1, desconsiderando-se o dígito. Para quem recebe acima do mínimo, o pagamento começa a ser depositado no dia 1º de setembro. O calendário de pagamento de agosto segue até o dia 5 de setembro. Ao todo, mais de 27 milhões de benefícios terão direito ao abono em todo o Brasil. Além disso, a folha de agosto vai pagar mais de 31 milhões de benefícios, o que corresponde a cerca de R$ 29 bilhões. O valor total da folha, considerando o pagamento da gratificação natalina ultrapassa R$ 43 bilhões. Não haverá desconto de Imposto de Renda (IR) nesta primeira parcela. O extrato mensal de pagamento de benefícios estará disponível para consultas na internet a partir do dia 25 de agosto e também nos terminais de autoatendimento dos bancos pagadores.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Segundo dados divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo, o rombo nas contas da Previdência Social voltou a crescer de forma expressiva em 2013 - o déficit chegou a R$ 49,9 bilhões, contrariando as expectativas do governo, que esperava um equilíbrio na comparação com 2012. Na época, o déficit era de R$ 42,3 bilhões. O governo justifica a alta dos gastos em parte pelo pagamento, por ordem judicial, de quase R$ 3 bilhões em passivos acumulados ao longo de anos anteriores. Além disso, teria pesado no rombo as revisões do teto da Previdência, causadas pelos benefícios com reajuste acima da inflação, e o recálculo de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, cujos beneficiários tinham feito menos de 180 contribuições. Também influenciou nos números, segundo o governo, o fato de que a Previdência começou a pagar o estoque da chamada compensação previdenciária a Estados e municípios, devida entre 1989 e 1999. Para atenuar o rombo, a Previdência busca meios para apertar as regras de concessão de auxílios-doença e invalidez, cujas despesas atingiram R$ 65,4 bilhões em 2013. O foco é reduzir os auxílios de longa duração, cuja despesa somaria atualmente R$ 7 bilhões anuais.