Na manhã de ontem (20), o presidente da Lira Ceciliana Brumadense, Evilázio Nascimento dos Santos, o patrono, Lucílio Meira, e o vice-presidente, José Maria, estiveram na prefeitura municipal. Os representantes foram recebidos pelo prefeito Aguiberto Lima Dias (SDD) e pelo secretário municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Miguel Lima Dias. A visita teve o objetivo de agradecer o apoio recebido e apresentar os instrumentos musicais com os quais o grupo foi contemplado em razão do prêmio “Funarte de Apoio a Banda de Música”. São 05 instrumentos: 01 Bombardino, 01 Saxofone tenor, 01 Saxofone Alto, 01 Trompete e 01 Trompa. A entrega dos instrumentos ocorreu no município de Cachoeira, na presença da coordenadora de bandas da Funarte, Rosana Lemos. O projeto da Fundação Nacional de Artes - Funarte/Centro da Música e do Ministério da Cultura atende aos conjuntos de sopro e percussão, tradicionalmente designados como “bandas de música”. O prêmio recebido pela Lira Ceciliana Brumadense se deve ao reconhecimento do trabalho desenvolvido junto à comunidade e em outros municípios.
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Narração automática (IA)A 24ª Vaquejada e Missa do Vaqueiro de Lagoa Real bateu recorde de público e de renda em mais um evento em que os recursos oriundos para sua realização partiram apenas da prefeitura local. Em entrevista ao site Brumado Notícias, o prefeito Francisco José Cardoso de Freitas (PSD), o Zezinho, falou sobre a realização da festa e fez severas críticas aos governos federal e estadual, que, segundo ele, não disponibilizam verba para a festa. Este ano, o município investiu ainda mais no evento, aumentando a área do Parque do Vaqueiro e gerando 300 empregos temporários. Já planejando as bodas de prata da festa, que em 2015 completará 25 anos, o prefeito cobrou mais atenção dos governantes quanto à vaquejada.
“Nós resistimos culturalmente aos axés, arrochas e ao carnaval. Nós dançamos o forró, gostamos do repente, do aboio do vaqueiro. Muito mais que a micareta ou o carnaval, eu acredito que isso aqui é a verdadeira expressão da cultura do sertanejo. Mas estamos sempre esbarrando na burocracia. Ao chegar na Bahiatursa, encontramos tanta burocracia para conseguirmos pelo menos R$ 20 mil que parece que eles fazem de propósito para nós desistirmos, para não fortalecerem essa cultura”, disse o prefeito. O cantor, poeta e repentista Onildo Barbosa também defende a vaquejada e reforça o apelo do gestor. “Depois que sobe no trono fica difícil de eles olharem para os pequeninos que ficam de longe. As vistas não alcançam, pois tem muitos grandes ao redor que arrancam os recursos que são destinados para a cultura, esporte e lazer. Esses recursos existem, mas são mal divididos. As gavetas do carnaval, do axé e do pagode são bem maiores do que o alforje do vaqueiro”, concluiu o artista da vaquejada.