MPF pede investigação criminal da compra da vacina indiana pelo governo brasileiro

23 Jun 2021 - 14:30h

O Ministério Público Federal (MPF) enviou um pedido de investigação criminal sobre a compra da vacina indiana Covaxin por parte do governo de Jair Bolsonaro. A procuradora da República, Luciana Loureiro Oliveira, do Distrito Federal, reconheceu indícios de crime na contratação do imunizante por um sobrepreço de 1000% em relação à proposta da fabricante em agosto de 2020. A negociação também está na mira do TCU. Documentos revelados pelo Estadão mostram que o governo brasileiro comprou a vacina por cerca de US$ 15 a dose, o equivalente a R$ 80,70 na época, em um negócio intermediado pela importadora Precisa Medicamentos. O contrato para a aquisição das 20 milhões de doses da Covaxin pelo preço de R$ 1,6 bilhão já era alvo de inquérito civil do MPF, mas agora pela suspeita de crime, a procurada pediu que o caso seja encaminhado ao 11º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa. Em agosto do ano passado, um telegrama sigiloso da fabricante Bharat Biotech oferecia por US$ 1,34 a dose - cerca de R$ 7,20. Outra mensagem enviada em dezembro, diz que o imunizante produzido na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água”. No fim, a compra foi selada pelo preço de US$ 15 a dose, o equivalente a R$ 80,70, com base na cotação da época.

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