A obra realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome custou R$ 1.297.307,50; (Foto: Divulgação). Em 2010, um restaurante popular foi construído com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Já se passaram quatro anos desde então e até hoje o local não entrou em operação. Além dos equipamentos que estão se deteriorando com a ação do tempo, o local tem infiltrações nas paredes e o reboco está caindo. A obra teve início em 2007, em atendimento ao programa Restaurantes Populares, que integrava o extinto Fome Zero, na segunda gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Uol, seu custo total foi avaliado em R$ 1.297.307,50. Localizado no centro da cidade, próximo a um canal de esgoto a céu aberto, o restaurante é uma frustração para muitos trabalhadores que pretendiam gastar menos com alimentação. A promessa do governo era de que o local serviria mil refeições diárias no valor de R$ 2. Nos demais restaurantes da cidade, o prato feito varia entre R$ 7 e R$ 13. O Ministério do Desenvolvimento Social diz que a prestação do serviço aos cidadãos pelos Restaurantes Populares é de responsabilidade do estado ou do município. Já a prefeitura afirma que já fez a prestação de contas dos valores investidos e que o local ainda não entrou em operação por conta de diversas licitações feitas para compra dos materiais que hoje estão encaixotados. Ao todo, foram cinco aberturas de licitações, uma em 2011, duas em 2012 e duas em 2013.
a seca prolongada a produção vem caindo gradativamente. Nesta sexta-feira (05), a produção foi de apenas 2800 litros. “Vai ser difícil voltar a entregar porque os produtores estão sem recursos para comprar a ração, e sem comer a vaca não produz. Os pastos só estão produzindo o suficiente para a sobrevivência do gado”, explicou Antônio Meira. Para o presidente, se não houver um melhoramento por parte do setor financeiro ou do próprio município a situação tende a piorar, com risco de corte da entrega do leite na cidade e até fechamento da cooperativa. A unidade emprega direta e indiretamente cerca de 500 pessoas. Antônio disse que já tentou comprar o leite em cidades vizinhas, mas a situação nos demais municípios também é a mesma. Além disso, por questão de transporte fica inviável a entrega do leite em tempo hábil. Segundo o presidente, em algumas comunidades rurais muitos animais já começaram a morrer de sede, vez que a água só é suficiente para consumo humano. Ao final da entrevista, o
presidente da cooperativa mostrou o caminhão refrigerado que fazia a entrega do leite do Fome Zero nas escolas municipais, que há dias não sai da garagem. Na próxima quarta-feira (10), os produtores rurais se reunirão com o prefeito de Brumado, Aguiberto Lima Dias (PSL), a fim de buscar alternativas para remediar os efeitos da seca no município.