O levantamento indicou ainda que, apesar da evolução, há desigualdades nos rendimentos em comparação com os brancos. Segundo dados do Sebrae, atualmente 49% dos negócios no país são comandados por negros. Em 10 anos, este número aumentou 6% - o que é uma evolução, de acordo com Dora Parente Costa, da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae na Bahia. Para ela, as pessoas de cor negra estão cada vez mais estudando e decidindo empreender. A Bahia acumula 12% dos donos de negócio de cor preta e parda do Brasil. O levantamento indicou ainda que, apesar da evolução, há desigualdades nos rendimentos em comparação com os brancos. O rendimento mensal médio dos empreendedores negros era de R$ 612 em 2001 e passou para R$ 1,039 em 2011. Já entre os brancos passou de R$ 1,477 para R$ 2,019. Os negros são mais atuantes no comércio e agricultura; e os brancos em comércio e serviços. A pesquisa também constatou que no quesito empreender os homens ainda são maioria - 71% dos empreendedores negros são do sexo masculino. O estudo do Sebrae concluiu que a qualificação profissional é a maneira de reduzir as diferenças que existem entre empreendedores negros e brancos, pois no levantamento comparativo os negros têm, em média, 6,2 anos de estudo enquanto os brancos 8,2 anos de formação escolar. As informações são do Correio.
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