Brumado

Ativistas preveem crise no abastecimento em Brumado com barragem do agronegócio em Piatã

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Ativistas preveem crise no abastecimento em Brumado com barragem do agronegócio em Piatã Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Ativistas do Movimento de Despoluição do Rio do Antônio (Modera), aliados ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas, alertam as autoridades e as comunidades abastecidas pelo Rio das Contas acerca da ameaça no abastecimento diante do projeto de construção de uma barragem para atender a uma empresa do agronegócio no ramo de plantação de batatas, a qual pretende se instalar na região de Piatã, mais precisamente no Riacho das Pedras, próximo à nascente do rio. Este fornece água para a Barragem de Cristalândia, que, por sua vez, abastece os municípios de Brumado, Malhada de Pedras e, futuramente, Aracatu, Tanhaçu e Ituaçu. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o coordenador do Modera, Henrique Meira Rocha, disse que no projeto a barragem do agronegócio tem capacidade de armazenamento para 10 milhões de m³ de água. Com tal capacidade, segundo ele, a barragem afetaria diretamente o meio ambiente, a preservação do bioma no percurso do rio, as comunidades ribeirinhas, além dos municípios beneficiados com o barramento de Cristalândia. O ativista denunciou ainda que poderia ocorrer o despejo de agrotóxicos no manancial, poluindo assim toda a água consumida pelas comunidades assistidas. A obra foi embargada após o movimento ativista e o comitê das contas apresentarem um relatório dos malefícios do empreendimento, os quais foram atestados pela Embasa. 

Ativistas preveem crise no abastecimento em Brumado com barragem do agronegócio em Piatã Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O secretário do Modera, Jorge Valério, responsabiliza o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que concedeu a portaria com a liberação ambiental até 2019 para que a empresa continue com a construção da barragem do agronegócio. No momento, o local continua sem atividades operacionais de construção após o embargo e a respectiva representação no Ministério Público Estadual de Seabra. Os ativistas cobram mais interesse e atuação por parte das autoridades e da população brumadense, bem como dos municípios adjacentes, que também são beneficiados com o Rio das Contas para que se manifestem contrariamente ao empreendimento. “O Comitê da Bacia do Rio das Contas e o Modera são uma minoria lutando pelos interesses de uma grande maioria, por isso clamamos para que todos saiam das suas zonas de conforto e venham engrossar nosso movimento de luta em defesa da água. Isso não é uma vaidade, é a nossa sobrevivência e dos nossos herdeiros que está ameaçada com essa crise hídrica anunciada para nós”, pontuou o coordenador do Modera, Henrique Meira Rocha.

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