Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias Derrubar o veto do prefeito ao reajuste dos salários dos professores foi a primeira conquista da categoria, no entanto, os educadores brumadenses continuam na busca pela aprovação na íntegra do plano de carreira. Tudo indicava que haveria o desfecho das negociações e o projeto seria apresentado para votação na sessão da câmara, na noite da última segunda-feira (5). Porém, um novo impasse foi gerado, pois a prefeitura tentou alterar o texto para que fosse retirado do projeto o nome da APLB como sindicato que representa os professores no município. A proposta não agradou aos profissionais da educação. Durante a sessão legislativa, o parlamento suspendeu a sessão por 10 minutos e cedeu espaço para que fosse realizada uma assembleia relâmpago. Nela, os professores aprovaram por unanimidade a manutenção do sindicato como representante da categoria.
Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias Em entrevista ao site Brumado Notícias, o presidente regional da APLB/Sindicato, Cézar Nolasco, declarou que, mesmo com a derrubada do veto do prefeito, os professores continuam em greve até que a administração municipal apresente o projeto na íntegra e o mesmo seja aprovado pelo parlamento e publicado no Diário Oficial do Município. Caso não seja firmado um acordo imediato nas próximas horas, os professores efetivados não participarão do desfile cívico do 07 setembro e poderão ainda fazer um protesto. Nesta terça-feira (6), sindicato, comissão de professores e assessoria da administração se reunirão novamente. No final da tarde, haverá uma nova assembleia dos professores a fim de anunciar a decisão das negociações.
2 Comentários
André Nascimento comentou em 06/09/2016 / 17:49
Lamentável esta atitude dos professores, do qual também sou, embora ainda desempregado, mas um educador e não somente um profissional que visa o salário e ignora os mais importantes da sala de aula, ou seja, os alunos. Como diria a Secretária de Educação, Acácia Gondim, o salario não é o todo e sim o complemento. Entendo a luta justa pelos seus direitos, mas penalizar os alunos por causa do trecho alterado em relação a um sindicato, na minha humilde opinião, é uma birra. Para isso temos o SINDSEMB. Desse jeito a prefeitura economizaria os subsídios de um sindicato a menos, pois dessa forma, ajudaria inclusive na folha de pagamento dos professores e demais funcionários da educação.
Joilson Bergher comentou em 06/09/2016 / 15:50
Triste daquele gestor que não compreende uma luta constante para que melhore essa ou aquela cidade, apostando, qualificando os seus trabalhadores de educação. Em Brumado, vive-se a brutalidade de gestores perseguirem trabalhadores, ferindo de morte uma entidade, legítima representante dos trabalhadores. Fechar um sindicato com ordem de quem ou pra quem? Medo dos professores, dessa ou daquela liderança? Nem a ditadura ousou calar os trabalhadores. O gestor em Brumado fechará a sua pífia administração como o mais fraco da história, sem planejamento, uma cidade de futuro incerto. Melancólico eleger os trabalhadores da educação como símbolo da perseguição aleia. O resultado: Greve, greve, greve...
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