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Estudo mostra que quase 90% dos professores brasileiros se sentem desvalorizados Foto: Geraldo José

Pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que quase 90% dos professores brasileiros acredita que a profissão não é valorizada pela sociedade. Apesar do número, os docentes estão satisfeitos no emprego. No país, somente 12,6% dos professores consideram-se valorizados. A média de satisfação internacional é de 30,9%. Ainda de acordo com o levantamento, 87% dos professores brasileiros consideram-se realizados no emprego - a média global é de 91,1%. Embora estejam insatisfeitos, os mesmos estão entre os que mais trabalham, com 25 horas de ensino por semana, seis horas a mais do que a média internacional. Porém, 20% do tempo em sala é usado para controlar o comportamento dos alunos, contra 13% na média internacional. 100 mil professores e diretores escolares foram ouvidos durante a pesquisa, que foi realizada em 34 países.

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Em 2010, o Brasil investia 5,8% na educação, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), valor que subiu para 6,1% em 2011. Outro dado importante é que o país se equiparou à Suíça, que investiu em 2011 5,6%, segundo o último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado em 2010. Embora isso seja algo positivo, segundo esse relatório da OCDE, na Suíça era investido US$ 12,8 mil por aluno anualmente, enquanto no Brasil o investimento por ano em cada aluno ficou em US$ 2,96 mil. Quando se analisa o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), o país ultrapassa os valores necessários para oferecer um padrão mínimo de ensino. Só que esse mínimo não é cumprido em todos os estados. Segundo estimativa do presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), José Marcelino de Rezende Pinto, a variação entre estados é entre R$ 1.729 e R$ 2.915. E a Bahia faz parte do grupo que paga esse mínimo, juntamente com Ceará, Maranhão e Piauí. O valor maior é pago por Roraima. Mesmo admitindo a desigualdade e reconhecendo a necessidade de mais investimentos, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comemorou os resultados de 2011.

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