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Bahia
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Cooperlife rebate acusações e nega que exerça atividade irregular A Cooperativa confirma que possui registro do Conselho Regional de Medicina desde 2011. (Foto: Reprodução/Fantástico/Rede Globo).

Em nota enviada ao site Brumado Notícias, a Cooperativa de Profissionais de Saúde do Estado da Bahia - Cooperlife rebateu as acusações de que exerce atividade irregular, exibidas no programa global Fantástico e repercutidas na imprensa regional. A assessoria da Cooperlife esclareceu a princípio que, ao contrário do que foi veiculado na reportagem, a cooperativa possui registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), protocolado junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) em fevereiro de 2011. Na nota, a Cooperlife diz ainda que o documento e as certidões federal, estadual e municipal que autorizam seu funcionamento podem ser examinados por qualquer interessado via internet. Além do registro no CRM, a Cooperlife afirma que está regularmente registrada no Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (OCEB) sob o nº 853; e no Conselho Regional de Administração (OCEB) sob o n º 02939 - entidades que organizam e legitimam a atividade regulamentar das cooperativas. Sobre o registro no CRM, a cooperativa salientou que o Cremeb solicitou à cooperativa que fossem feitos reajustes na ata e estatuto para consolidação do registro definitivo (CRM 6362), o que já teria sido realizado, de acordo com assessoria da Cooperlife. 

Bahia
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Condeúba e Paramirim mantêm contratos milionários com Cooperativa de Saúde Apesar de não ter sido citada na matéria do Fantástico no último domingo (08), o município de Condeúba tem um contrato com a Cooperlife de R$ 2.425.000. (Foto: Reprodução).

A saúde dos brasileiros é motivo de negociação por baixo dos panos. As propinas começam em 10% e são pagas, claro, com o dinheiro de seus impostos. Em 2012, o Governo Federal aplicou quase R$ 38 bilhões na saúde dos municípios brasileiros - deste total, R$ 16 bilhões serão direcionados até o final do ano para o atendimento básico, feito nos postos de saúde da família. Os valores são repassados para as prefeituras municipais que, em sua maioria, preferem usar a verba para contratação de cooperativas médicas e organizações sociais, a fim de que estas se encarreguem do serviço de saúde. Em matéria veiculada no último domingo (08), no programa Fantástico, da Rede Globo, a ação de cooperativas nos municípios do interior da Bahia foi mostrada. A reportagem denunciou o mau uso do dinheiro público nesses contratos. Com sede em Vitória da Conquista, a Cooperativa de Profissionais de Saúde do Estado da Bahia (Cooperlife) atua clandestinamente e possui contratos milionários com diversas prefeituras da região. Outra cooperativa atuante no sudoeste do estado é a Pró-Saúde, que não possui registro algum no Conselho Regional de Medicina (CRM). Ela atuava em Tremedal, no sudoeste baiano, mas o prefeito Márcio Ferraz (PT) cancelou o contrato após as irregularidades apontadas pela reportagem. 

Condeúba e Paramirim mantêm contratos milionários com Cooperativa de Saúde Já a prefeitura de Paramirim o contrato foi homologado pelo gestor Júlio Bittencourt (PSD) em 25 de janeiro de 2013 no valor de R$ 5.761.420,30. (Foto: Reprodução).

Apesar de não terem sido citados na matéria, o site Brumado Notícias apurou que os municípios de Condeúba e Paramirim possuem contratos milionários com a Cooperlife. A cidade de Condeúba tem um contrato de R$ 2.425.000 com a cooperativa, o qual foi homologado em 05 de abril de 2013 pelo prefeito José Augusto Ribeiro (PT), o Guto. Já no município de Paramirim, que é administrado pelo prefeito Júlio Bernardo Brito Vieira Bittencourt (PSD), o contrato com a Cooperlife foi homologado em 25 de janeiro de 2013 no valor de R$ 5.761.420,30. Um ex-prefeito ouvido pela nossa reportagem ressaltou que, mesmo com as denúncias, cooperativas sérias e legalizadas atuam na Bahia. O Ministério da Saúde prevê a suspensão dos recursos quando a fraude fica comprovada.

Brumado
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Brumado: Jovem pede para ficar preso para fugir do vício das drogas O jovem Walas Pereira, 21 anos, é da comunidade de Umburanas. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias).

Chorando muito, o jovem Walas Pereira, 21 anos, entrou na delegacia da cidade na noite da última sexta-feira (18) pedindo ajuda à polícia para abandonar o vício em drogas. A atitude do jovem, que é natural da comunidade de Umburanas, zona rural de Brumado, surpreendeu o delegado e agentes da polícia civil que ouviram os apelos desesperados do rapaz. “Vim pedir pra ficar preso, pois quero largar meu vício. Não aguento mais essa vida, não tenho dado valor às pessoas que me ajudam; só tenho dado valor às drogas que estão acabando com a minha vida. Pedra, pó, maconha qualquer coisa eu uso. Estou pedindo pra ficar preso pra não cair na armadilha de roubar pra ir gastar numa boca de fumo”, disse o jovem. Em entrevista ao site Brumado Notícias, Walas contou que é usuário desde os 17 anos de idade, quando começou a usar para tentar suportar a dor das lembranças do assassinato da mãe e o fato de ter sido separado dos dois irmãos. “Mataram minha mãe na minha frente e eu fui separado dos meus irmãos, desde então ficou difícil para mim suportar essa dor e acabei me refugiando nas drogas”, desabafou o jovem, que trabalha como lavrador e consome todo o salário que recebe com as drogas. 

Brumado: Jovem pede para ficar preso para fugir do vício das drogas Walas recebeu o apoio de Manoel Gonçalves, que há trinta anos luta contra o alcoolismo e faz parte do grupo de Alcoólicos Anônimos da cidade. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias).

Segundo ele, cada pequena porção de substâncias como crack, cocaína e maconha custa R$ 10. Na delegacia, o jovem reforçou a vontade de mudar de vida. “Quero abandonar o meu vício, quero uma vida nova, quero dar um novo rumo a minha vida. Nunca roubei, minhas mãos estão calejadas, tenho força para arrastar a enxada, mas não tenho força para abandonar as drogas. Peço novamente, por favor, me ajudem”, insistiu.  O delegado entrou em contato com Manoel Gonçalves, que há trinta anos luta contra o alcoolismo e faz parte do grupo de Alcoólicos Anônimos da cidade. Este, por sua vez, contatou o Centro Terapêutico Metanóia (CTM), que fica na comunidade Campo Seco. O CTM é mantido por uma Igreja evangélica e por pessoas e entidades que ajudam com a doação de cestas básicas. Gonçalves disse a nossa reportagem que ficou muito emocionado com a história do rapaz. “Em minha vida nessa luta contra a dependência química, que já dura 30 anos, nunca me emocionei tanto como me emocionei nesta noite ao atender o apelo desse jovem. Meus olhos lacrimejaram quando ele e a mãe adotiva já sem forças para lutar se abraçaram. Avisei aos amigos que estão em recuperação no Centro Metanóia e eles fizeram uma recepção calorosa para receber Walas. Hoje, Deus me deu um grande presente, poder estender a mão para ajudar um semelhante”, afirmou Gonçalves.

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