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iPhone dobrável é confirmado com preços até R$ 30 mil Foto: Divulgação/Apple

A Apple realizou na última quarta-feira (9) o seu aguardado evento anual de lançamentos. Batizada com o lema “Surprise and Shine” (Surpresa e Brilho), a apresentação marcou a estreia oficial de John Ternus como novo CEO da multinacional, sucedendo Tim Cook. O grande destaque do anúncio foi o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da história da marca, além da nova linha iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, dos AirPods 5 e dos relógios Apple Watch Series 12 e Ultra 4.

Com chegada ao mercado brasileiro prevista para o dia 23 de outubro, o iPhone Duo adota o formato de caderneta, expandindo sua área útil para dimensões semelhantes às de um pequeno tablet. O modelo conta com uma tela externa de 5,4 polegadas e uma tela interna dobrável de 7,6 polegadas. A estrutura foi construída com uma dobradiça de titânio desenvolvida pela própria Apple, projetada para manter a superfície completamente plana quando aberta.

No quesito desempenho e funcionalidade, o dobrável estreia o chip A20 Pro — com velocidade 20% superior na CPU e 40% na GPU em relação ao antecessor — e resgata o sensor biométrico Touch ID integrado ao botão lateral. O aparelho traz quatro câmeras, incluindo dois sensores traseiros de 48 MP, e introduz o recurso Duo Preview, que permite utilizar o visor externo para enquadrar selfies com a câmera principal. A bateria suporta até 31 horas de vídeo na tela interna e a memória varia de 256 GB a 2 TB, com preços no Brasil variando de R$ 21.999 a R$ 30.999.

Paralelamente, a gigante de tecnologia apresentou os tops de linha tradicionais: iPhone 18 Pro (a partir de R$ 11.999) e iPhone 18 Pro Max (a partir de R$ 12.999). As principais inovações focam no sistema de fotos e na autonomia da bateria. Os modelos contam com câmeras de 48 MP equipadas com tecnologia Fusion de abertura variável — um mecanismo com seis lâminas de polímero que ajusta a entrada de luz automaticamente, melhorando a captação em ambientes escuros em até 50%.

Para além do novo processador A20 Pro e das ferramentas de edição por inteligência artificial (Apple Intelligence), a nova geração Pro promete marcas inéditas de duração de bateria, com até 36 horas de uso no modelo Pro e 45 horas na versão Pro Max. O sistema de recarga rápida também foi otimizado, alcançando 50% de bateria em 15 minutos de tomada. Os aparelhos chegam ao público nas cores preto, branco, Glacier (azul-claro) e Burgundy (vinho).

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Apple lança recurso antirroubo para o iPhone no Brasil Foto: Reprodução/Apple

A?Apple?lançou oficialmente ontem um novo recurso anti-roubo para o?iPhone, com a promessa de dificultar que bandidos acessem informações sigilosas no celular. As informações são da Agência Estado. Parte do pacote de atualização da?versão 17.3 do iOS, o recurso foi visto pela primeira vez em dezembro de 2023 e já pode ser acessado por usuários do Brasil e do restante do mundo. Chamado de “Proteção contra roubo de dispositivos”, o recurso obriga a utilização de desbloqueio biométrico (facial ou de dedo) em operações consideradas críticas pela Apple quando o usuário estiver longe de casa. Para utilizá-la, o usuário vai ter que ativar a funcionalidade manualmente quando estiver disponível.

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Governo suspende venda de iPhone sem carregador e multa Apple em R$ 12 milhões Foto: Reprodução/Apple

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a suspensão imediata da venda, em todo o Brasil, de todos os telefones celulares da marca iPhone, independentemente do modelo ou geração, desacompanhados do carregador de bateria e também a cassação do registro na Anatel dos smartphones da marca a partir do modelo iPhone12. A pasta ainda aplicou multa à fabricante Apple Computer Brasil no valor de R$ 12.274.500. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira em processo instaurado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) em dezembro passado. A Senacon explica que a Apple foi processada por vender os smartphones, a partir do lançamento do iPhone 12, sem o respectivo carregador de energia para tomada de parede. “As acusações são de venda casada, venda de produto incompleto ou despido de funcionalidade essencial, recusa da venda de produto completo mediante discriminação contra o consumidor e transferência de responsabilidade a terceiros”. Ao se defender, a Apple alegou, segundo a secretaria, que a decisão de não fornecer os carregadores de bateria em conjunto com os smartphones teria sido por “preocupação ambiental” e “para estimular o consumo sustentável”. A Senacon, no entanto, avaliou que os argumentos da companhia não foram suficientes, “uma vez que a decisão da empresa de vender os aparelhos sem carregador acabou por transferir ao consumidor todo o ônus”. O órgão reforça que, apesar de já ter sido multada pelos Procons de Santa Catarina, São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Caldas Novas (GO), e de ser alvo de outras condenações judiciais, a Apple não tomou nenhuma medida para minimizar o dano e segue vendendo aparelhos celulares sem carregadores até hoje. “Caso persista nas infrações, a Apple poderá ser considerada reincidente, com a aplicação de novas punições ainda mais graves”, avisa a Senacon. “A empresa ainda pode recorrer da decisão”, completa.

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