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Brumado ganha duas cozinhas comunitárias para fornecer 800 refeições gratuitas por dia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na sexta-feira (11), duas cozinhas comunitárias foram inauguradas na cidade de Brumado. O empreendimento foi viabilizado através de uma importante parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o coordenador geral do Programa Bahia Sem Fome, Thiago Pereira, destacou que o equipamento é uma agenda potente que busca proporcionar segurança alimentar e combater a fome na cidade. “No mesmo equipamento, temos duas cozinhas comunitárias. Vamos atender 800 pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social”, afirmou.

O projeto é fruto de um pacto federativo coordenado pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado, tendo em vista a quantidade de famílias no mapa da fome no país. Segundo Pereira, através do Programa Bahia Sem Fome, busca-se garantir o direito humano à alimentação. “São vários investimentos em produção de alimento, em acesso à água, em distribuição de cestas, em abertura de cozinhas solidárias com a sociedade civil e em parceria com o Poder Público”, frisou.

Nos últimos 3 anos, apesar de mais de 1,3 milhão de pessoas terem sido retiradas do mapa da fome na Bahia, ele informou que ainda existem 700 mil pessoas nessas condições no estado. Por isso, a proposta é fortalecer o Bahia Sem Fome e fomentar as cozinhas comunitárias.

Brumado ganha duas cozinhas comunitárias para fornecer 800 refeições gratuitas por dia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Presente na solenidade de inauguração, a primeira-dama do município, Abiara Dias, salientou que, além de proporcionar segurança alimentar, o projeto representa igualdade. “Se tem uma coisa que o Governo Federal, o Governo do Estado e a gestão municipal prezam é a igualdade. Durante muito tempo, Brumado ficou carente de projetos sociais. Então, receber um projeto desse, ainda mais aqui no Bairro Brisas, perto do Conjunto Habitacional, é muito importante”, declarou.

A primeira-dama do estado da Bahia, Tatiane Veloso, enalteceu a posição do prefeito Fabrício Abrantes diante da implementação de políticas públicas de garantia de direitos e de dignidade. “Não temos problema de produção de alimentos. Somos um país e um estado rico, mas precisamos garantir condições de distribuição e de políticas públicas que possam trazer dignidade para nossa gente”, apontou.  

Entusiasmado com o empreendimento, o prefeito Fabrício Abrantes assegurou que Brumado vive um novo tempo. “É o tempo do diálogo e da boa política. Quando a boa política acontece, ela transforma a vida das pessoas e desenvolve a cidade. Estou muito feliz”, falou. O gestor também avaliou que o município tem avançado diante da parceria com o Governo Estadual e com o Governo Federal, firmada sob sua administração. “Hoje, as políticas públicas chegam de fato ao nosso município. Brumado ficou muito tempo na contramão desse desenvolvimento e muitas pessoas acabaram sendo penalizadas”, asseverou.

O investimento foi orçado em mais de 1,2 milhão.  As cozinhas receberam os nomes de Julita Oliveira e Nedir Costa, que atuaram como merendeiras na rede municipal, deixando um legado de cuidado e amor para a população.

Bahia
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Governo da Bahia realiza o maior investimento do país em ações de combate à fome Foto: Matheus Landim/GOVBA

Há pouco mais de três anos, a Bahia decidiu enfrentar a fome por um caminho diferente. Em vez de concentrar esforços apenas na distribuição de alimentos, o Estado passou a integrar políticas de segurança alimentar, assistência social, agricultura familiar, acesso à água, alimentação escolar, pesquisa científica e fortalecimento dos municípios em uma estratégia permanente de combate à fome. O resultado desse modelo aparece agora no balanço do Bahia Sem Fome (BSF), programa do Governo da Bahia que reúne ações de diversas secretarias e órgãos estaduais: são 505 cozinhas comunitárias em funcionamento, mais de 19,3 milhões de refeições servidas, 370 mil famílias alcançadas pela distribuição de alimentos e iniciativas presentes em todos os 27 Territórios de Identidade do estado.

A experiência baiana ajudou a inspirar a criação do Plano Brasil Sem Fome, política nacional lançada pelo governo federal para enfrentar a insegurança alimentar, segundo o governador Jerônimo Rodrigues. “Quando estruturamos o Bahia Sem Fome, mostramos que era possível transformar o combate à fome em uma política de Estado, envolvendo diversas áreas do governo e a sociedade civil. Essa experiência inspirou o presidente Lula a criar o Brasil Sem Fome. Combater a fome é garantir comida na mesa, mas também é cuidar da produção, da água, da renda, da educação, da saúde e da dignidade das pessoas”.

A principal vitrine dessa política pública é a Rede de Equipamentos Integrados para o Combate à Fome. Atualmente, o estado conta com 505 cozinhas comunitárias fortalecidas pelo programa, das quais 333 funcionam em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e outras 172 são executadas em conjunto com prefeituras municipais. A rede atende cerca de 101 mil pessoas e vem fornecendo 19.364.800 refeições, resultado de um investimento de R$ 145 milhões.

Mas o Bahia Sem Fome foi estruturado para ir além do atendimento imediato às famílias em situação de insegurança alimentar. Ao longo desses três anos, o programa passou a articular iniciativas voltadas à produção de alimentos, acesso à água, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar, pesquisa científica e integração das políticas públicas de segurança alimentar, conforme explica o coordenador-geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome do Governo da Bahia, Tiago Costa. Segundo o gestor, o BSF é o maior programa estadual de combate à fome do país.

“O Bahia Sem Fome é o maior programa estadual de combate à fome e que teve maior investimento (R$ 5 bilhões), alcançando mais pessoas fora do alcance das políticas públicas. Entendemos que combater a fome vai muito além da entrega de alimentos. É construir uma rede permanente de assistência alimentar, proteção social e produção de alimentos, apoiando cozinhas comunitárias, fortalecendo a agricultura familiar, ampliando o acesso à água, promovendo ciência, integrando os sistemas públicos e fortalecendo os municípios. Essa é uma política pública estruturante, que atua tanto na emergência quanto em ações estruturantes, atacando na raiz as causas da insegurança alimentar fruto da pobreza estrutural e das desigualdades sociais”.

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