Tag

#BrunoMoretti

2 notícia(s) encontrada(s)
Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Subsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministro Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mesmo com a cotação do petróleo voltando a se aproximar do patamar de US$ 100 por barril, a equipe econômica do governo decidiu que não vai reestabelecer, neste momento, a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. O benefício adicional havia sido suspenso no início de julho. A confirmação foi dada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, na sexta-feira (24), durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Na avaliação do governo, o recente encarecimento da comobidite no mercado internacional ainda não se refletiu com força suficiente nos preços cobrados ao consumidor final para justificar o retorno da medida. Moretti explicou que a estratégia envolve monitorar constantemente o preço na ponta da cadeia antes de tomar novas decisões fiscais. Segundo ele, o cenário atual pede cautela: o governo optou por segurar o ritmo de retirada gradual dos auxílios já existentes, mantendo o subsídio principal de R$ 1,12 ao diesel, mas sem dar passos atrás para reativar o montante extra de R$ 0,35.

Outro fator determinante para a decisão é o forte impacto das subvenções sobre as contas públicas. O ministro destacou que o custo fiscal acumulado com os programas de apoio aos combustíveis já é considerável.

Apesar de vetar o retorno do benefício complementar ao diesel, o Executivo optou por renovar o pacote de socorro vigente para evitar repasses bruscos à população. Seguem em aplicação o subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel e a ajuda de R$ 0,44 por litro de gasolina, que teve sua vigência estendida por mais um mês. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, a manutenção da medida para a gasolina custa cerca de R$ 1,3 bilhão mensais aos cofres públicos, enquanto o apoio ao diesel consome aproximadamente R$ 5,5 bilhões a cada mês.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Governo usou lucros com exportação para conter preço dos combustíveis Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse, nesta sexta-feira (26), que o Brasil pôde usar receitas extraordinários obtidas com a alta na cotação do petróleo no mercado internacional para amenizar os efeitos da guerra nos postos de combustíveis.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, Moretti afirmou que o uso dessas receitas permitiu financiar políticas que reduziram o peso da crise energética global no país, a ponto de, na comparação internacional, o Brasil ter sido um dos países menos impactados pela crise que decorreu dos conflitos entre EUA e Irã.

“Usamos essa receita extraordinária para custear uma série de ações que mitigaram o impacto da guerra para a nossa população. Quando olhamos em perspectiva internacional, hoje o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos desse cenário”, declarou.

“É nesse sentido que a nossa estratégia foi bem-sucedida, e a população brasileira, de fato, teve uma redução dos efeitos dessa guerra, que não é dela, que não foi feita por ela. Portanto, não seria justo que ela pagasse por isso”, acrescentou.

Moretti disse que a estratégia foi “um sucesso”, uma vez que conseguiu repassar esses lucros extras à população.

“A verdade é que o Brasil é um exportador líquido de petróleo, e a receita, quando o petróleo sobe, também sobe. Não seria justo o Estado brasileiro, sendo sócio, ainda que indireto, dessa dinâmica, ficar mais rico enquanto a população fica mais pobre”, afirmou.

O ministro destacou que, em termos de reajustes percentuais de preços, o impacto no Brasil foi “muito mais baixo do que a média dos demais países”.

Segundo ele, após um aumento inicial no início da guerra, os preços passaram a recuar, movimento atribuído às medidas adotadas pelo governo e à dinâmica do mercado.

“A partir de determinado momento, o que os dados mostram é que houve uma redução dos preços dos combustíveis: houve um aumento inicial e, depois, os preços começaram a cair, como observamos hoje”, disse. As informações são da Agência Brasil.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013