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Brasil já perdeu 34 milhões dos 82,6 milhões de hectares da Caatinga Foto: Gabriel Carvalho/Setur-BA

O Brasil já perdeu 34 milhões de hectares dos 82,6 milhões de hectares da Caatinga, alertou o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, durante a participação em um seminário técnico-científico sobre o bioma. No encontro, que teve a participação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ele apresentou os desafios para que a meta de desmatamento zero se estenda à vegetação nativa predominante no Nordeste brasileiro. Agostinho destacou as características que apontam a necessidade de uma política pública específica para o bioma, como o alto grau de espécies exclusivas que já passaram por transformações pela atividade humana. “A caatinga tem 60% de área de vegetação nativa ocupada, das quais uma boa parte já passou por processo de antropização seguidos, como corte raso, queimas reiteradas, extração seletiva de vegetação e animais, introdução de espécies exóticas”, afirma. Em decorrência dessa ocupação, já são sentidos efeitos como a desertificação de mais de 10% do bioma, o que na visão de Agostinho deve ser enfrentado com a criação de unidades de conservação, recuperação da vegetação nativa e criação de dados de conservação para proteção integral e uso sustentável. A melhoria dos licenciamentos ambientais e a demarcação dos territórios das populações tradicionais foram outras necessidades elencadas pelo presidente do Ibama. “Temos muita população tradicional e que normalmente não é reconhecida, como o sertanejo, e isso é um desafio, porque, de repente, chega um empreendimento e essas pessoas são expulsas de suas áreas rapidamente”, ressaltou. A transição energética também necessita de um olhar atento para a Caatinga, na visão de Agostinho, que lembrou que embora o crescimento das energias eólica e fotovoltaica sejam um desejadas pela região, isso não pode custar o desmatamento da vegetação nativa “Não faz sentido colocar energia eólica e solar desmatando extensas áreas de caatinga, só porque o preço da terra é mais barato”. Na análise da instituição, para enfrentar o desmatamento, os efeitos das mudanças climáticas, a extinção de espécies e as queimadas na Caatinga é necessário ir além das políticas de combate e controle. “No ano passado nós retomamos a fiscalização da Caatinga, retomamos as nossas ações com força, com estratégia, ampliamos os autos de infração em 69%, ampliamos as multas em quase 600% só no bioma, ampliamos os embargos, que é, talvez a estratégia mais importante no combate ao desmatamento, ampliamos a apreensão, mas o que a gente percebe é que a gente precisa de estratégias robustas para fazer o enfrentamento”, reforça. A ministra Marina Silva concordou com Agostinho e lembrou que esse olhar diferenciado sobre cada bioma brasileiro é uma das prioridades nas políticas públicas que vem sendo desenhadas pelo governo federal. Ela lembrou que o Plano de Transformação Ecológica apresentado pelo Ministério da Fazenda no ano passado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), é um exemplo disso, quando pensa instrumentos econômicos e sociais para cada bioma. “Combater o descaatingamento, o desmatamento é um compromisso político, é um compromisso ético e é um compromisso social, estético, porque esse mundo do diverso é maravilhoso”, afirmou. As informações são da Agência Brasil.

Brumado
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Com cenário natural da Caatinga, Brumado se torna destino preferencial do Airsoft na Bahia Foto: Dailton Lima/Achei Sudoeste

A prática de Airsoft, esporte de tiro, vem crescendo cada vez mais na cidade de Brumado. Liderando o grupo Eca (Esquadrão da Caatinga Airsoft) no município, Jairo Oliveira disse ao site Achei Sudoeste que há muitos adeptos da modalidade esportiva em Brumado. O grupo costuma jogar em uma mata na Vila Catiboaba, onde 80% do local é sombreado, ideal para a prática de airsoft. “Uma vez que entro aqui no campo esqueço de tudo lá fora, é uma válvula de escape”, definiu. Praticante do esporte, Sidley Carvalho explicou que o airsoft é uma simulação da vida dos soldados. Armas de pressão são utilizadas pelos jogadores para acertar os adversários. “Temos regras a cumprir. É uma brincadeira, mas com muita responsabilidade”, pontuou. Os jogadores se reúnem aos domingos para um momento de lazer e diversão. Wellington Barreto pratica airsoft desde 2017. Segundo ele, embora possua um custo alto para aquisição dos equipamentos, o esporte é recompensador. Hoje, o grupo de Brumado é composto por 164 praticantes, entre mulheres e homens, de 31 cidades da região. Isso porque a área da caatinga no município é ideal para a prática do jogo. O número de mulheres adeptas tem aumentado progressivamente.

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