Foto: Reprodução/Câmara de Ibipitanga A sessão da Câmara Municipal de Ibipitanga realizada nesta terça-feira (11) foi marcada por intenso debate e troca de acusações entre os parlamentares. O tom da discussão subiu ao abordarem a situação da saúde pública no município, o conforto das instalações hospitalares locais e os altos valores destinados à realização de festas pela gestão do prefeito Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, o Beto.
O vereador Robinson José de Oliveira, conhecido como Jó, rebateu críticas da oposição sobre uma suposta omissão dos parlamentares diante dos problemas da saúde local. O parlamentar negou que a bancada esteja fazendo “vista grossa” para os gargalos do setor e informou que a demanda por melhorias na unidade hospitalar da cidade já foi levada ao prefeito em diversas reuniões. Apesar de admitir que a estrutura do Hospital Municipal não oferece o conforto ideal para os pacientes, Jó minimizou o impacto no atendimento prestado e alegou que serviços essenciais, como exames de raio-X e aplicação de medicamentos, continuam sendo oferecidos à população. O parlamentar defendeu ainda que questões de regulação dependem do governo estadual e criticou os colegas por misturarem a discussão sobre verbas de festas com os problemas do hospital.
A fala gerou reação imediata do vereador Marisvaldo Sousa Silva, o Rekeijão, que argumentou que a oposição não se opõe à realização de eventos festivos no município, mas sim ao montante financeiro investido neles. De acordo com o parlamentar, o orçamento utilizado nos festejos seria suficiente para cobrir tanto as reformas urgentes no hospital quanto a realização dos eventos. Rekeijão ressaltou que recebe diariamente milhares de mensagens e cobranças de moradores revoltados com o atendimento na saúde pública e reforçou que o papel do vereador é defender a população ao invés de blindar a gestão municipal.
A discussão se exaltou com a intervenção do vereador Edilson Novais Santos, conhecido como Beca. Ao reconhecer publicamente que setores vitais do município, como a saúde e a educação, enfrentam deficiências e precisam de melhorias urgentes, Beca também rejeitou a acusação de omissão.
A discussão sobre os investimentos municipais e os rumos da saúde pública na cidade encerraram a rodada de falas no plenário sob clima de forte tensão política.