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Ministério da Saúde disponibiliza teste de rastreamento de câncer colorretal no SUS Foto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde formalizou a inclusão do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (10). O novo protocolo é voltado para a atenção básica e foca na detecção precoce da doença em homens e mulheres assintomáticos com idades entre 50 e 75 anos.

A norma já está em vigor, mas o procedimento começará a ser registrado nos sistemas oficiais do SUS a partir do próximo mês. O exame consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes e deve ser realizado a cada dois anos. A expectativa da pasta é de que a ampliação do rastreamento alcance mais de 40 milhões de brasileiros. O câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de tumor mais frequente no país, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Diferente das metodologias antigas, o teste FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que reduz interferências com alimentos e garante uma sensibilidade de 85% a 92% na identificação de lesões pré-cancerígenas e pólipos. A coleta é simples e feita pelo próprio paciente em casa: basta retirar uma pequena amostra do material com uma haste e armazená-la no tubo coletor antes de enviá-la para análise laboratorial.

A adoção do exame é vista como uma estratégia mais acessível e conveniente para o rastreamento populacional em massa do que a aplicação de colonoscopias em pessoas sem sintomas. No entanto, caso o teste apresente resultado positivo, o paciente será encaminhado para a realização da colonoscopia diagnóstica para a confirmação e o tratamento adequado da lesão.

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Mulher de 41 anos morre após ter intestino perfurado durante colonoscopia Foto: Reprodução/G1

Uma colonoscopia de rotina terminou em tragédia para a agente de organização escolar Mariana dos Santos Candido, 41 anos. Ela morreu na tarde desta quarta-feira (29), após sofrer uma perfuração no intestino durante o exame realizado no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. A paciente chegou a passar por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações. As informações são do G1.

Segundo familiares, Mariana fazia o procedimento pela primeira vez, por recomendação médica, devido ao histórico de câncer colorretal na família. A tia da vítima, a professora Mara Aparecida, afirmou que a equipe médica informou aos parentes que cerca de 50% do intestino da paciente foi lacerado durante a colonoscopia.

“Eles falaram que rasgaram 50% do intestino dela. Ela foi levada para a cirurgia, conseguiram fechar, só que ela não resistiu. Hoje, à uma hora da tarde, ela veio a óbito”, relatou. Segundo Mara, Mariana não tinha problemas de saúde conhecidos. A família passou a realizar exames preventivos após o pai dela morrer de câncer de intestino.

“Era um exame de rotina. Meu pai faleceu de câncer de intestino. Então a família inteira, depois dos 40 anos, faz esse exame de dois em dois anos. Ela não tinha nada. Foi a primeira vez que fez". Mariana morava com a mãe na região da Cohab I, na Zona Leste de São Paulo, e criava sozinha três filhos, de 20, 15 e 9 anos. Recentemente, havia conquistado uma vaga como agente de organização escolar na rede estadual de ensino. "Ela estava superfeliz porque tinha conseguido um serviço registrado. Era uma pessoa cheia de vida, guerreira para caramba”, afirmou a tia.

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Bahia deve ter 2,1 mil novos casos de câncer colorretal em 2026 Foto: Freepik

Até pouco tempo atrás quase um desconhecido da maioria da população, o câncer de cólon e reto já é o segundo mais frequente no Brasil - só fica atrás do câncer de mama, em mulheres, e de próstata, em homens. A previsão é que, em 2026, sejam diagnosticados 2.170 novos casos da doença na Bahia.

Os números foram divulgados no último mês, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), na publicação Estimativa 2026-2028: Incidência do Câncer no Brasil. Em comparação, o último estudo, que avaliou 2023 a 2025, indicava 1970 novos diagnósticos do câncer colorretal em 2023 - ou seja, houve um aumento de 11% na Bahia, em apenas três anos.

Além disso, o órgão prevê que as mortes prematuras - ou seja, de pessoas com idades entre 30 e 69 anos - devem aumentar 10% até 2030.

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