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Câncer de próstata matou 50 homens por dia no país em 2025

O Brasil registrou cerca de 18,5 mil mortes decorrentes do câncer de próstata em 2025, patamar que equivale a uma média alarmante de 50 vítimas fatais por dia. Os dados, extraídos de registros do Ministério da Saúde e divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), evidenciam uma tendência preocupante de alta: o volume anual de óbitos saltou mais de 20% na última década, saltando de 15,4 mil casos para os níveis atuais. Ao todo, mais de 160 mil homens faleceram em decorrência da doença entre 2017 e o segundo semestre de 2026, com uma estimativa de mais de 77 mil novos diagnósticos para este ano.

Apesar da alta taxa de incidência — que consolida o tumor prostático como o mais prevalente entre o público masculino —, as chances de cura alcançam 90% quando a enfermidade é detectada precocemente. A maior barreira para o controle da doença reside no seu caráter silencioso, uma vez que as manifestações clínicas mais perceptíveis, como sangue na urina ou no esperma, fluxo urinário enfraquecido, micção frequente, impotência sexual e dores ósseas, só costumam se manifestar em fases avançadas, momento em que as opções terapêuticas perdem eficácia curativa.

Para combater a resistência aos exames de rotina, a SBU intensifica neste mês as ações do Novembro Azul, ressaltando que a investigação preventiva deve ocorrer antes do surgimento de qualquer sintoma. As diretrizes médicas recomendam a realização combinada da dosagem de PSA no sangue e do exame de toque retal a partir dos 50 anos de idade. Já homens pertencentes a grupos de maior vulnerabilidade — como negros, obesos ou indivíduos com histórico da neoplasia na família — devem iniciar o acompanhamento médico a partir dos 45 anos.

O cenário de enfrentamento ao câncer de próstata em 2026 também ganhou reforços terapêuticos inovadores no país. O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com a incorporação da cirurgia robótica assistida, enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) validou o uso de métodos minimamente invasivos, a exemplo do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) — que emite ondas térmicas para vaporizar o nódulo — e da crioablação, procedimento que congela e destrói as células malignas por meio de microagulhas.

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