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Após cinco meses de taxa extra, conta de luz volta à bandeira verde no mês em outubro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A conta de luz não terá cobrança de tarifas adicionais no mês de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou o retorno da bandeira verde após cinco meses seguidos de vigência da bandeira amarela, que aplicava uma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos brasileiros.

A mudança de patamar foi viabilizada pelo aumento no volume de chuvas registrado recentemente, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste do país, o que ajudou a estabilizar os níveis de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com a recuperação dos reservatórios, o Sistema Interligado Nacional (SIN) pôde reduzir o acionamento de usinas termelétricas, que possuem um custo de geração de energia consideravelmente mais elevado devido ao uso de combustíveis.

Criado em 2015 pela agência reguladora, o sistema de bandeiras tarifárias reflete mensalmente os custos variáveis do setor elétrico. Quando o cenário é favorável e vigoram as condições normais de geração, a bandeira é verde e o consumidor não paga qualquer acréscimo. Já em cenários de escassez hídrica ou maior custo operativo, são acionadas as bandeiras amarela ou vermelha (em patamares 1 ou 2), que aplicam sobretaxas proporcionais ao consumo de residências, comércios e indústrias. As informações são da Agência Brasil.

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Conta de luz continuará com acréscimo da bandeira amarela em junho Foto: Ricardo Stuckert/PR

A bandeira tarifária permanecerá amarela em junho, informou nesta sexta-feira (29) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a Aneel a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

“De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, disse a Aneel.

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

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