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Desconectados: Mais de 1,3 milhão de baianos seguem fora da internet, aponta IBGE Foto: Divulgação

A Bahia registrou o terceiro maior crescimento absoluto do país em número de novos internautas, somando 195 mil usuários em apenas um ano. Ao todo, 11,7 milhões de baianos com 10 anos ou mais acessam a rede, o que representa 89,5% dessa população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), divulgada pelo IBGE. Apesar do avanço, o estado segue abaixo da média nacional de conectividade (90,5%) e mantém 1,358 milhão de pessoas completamente desconectadas da rede mundial de computadores.

O levantamento revela que a exclusão digital atinge principalmente os idosos e a população de menor escolaridade. Entre os baianos que não utilizam a internet, 56,5% têm 60 anos ou mais e 82% não possuem instrução formal ou não concluíram o ensino fundamental. A renda também reflete a desigualdade: o rendimento médio per capita nos domicílios conectados (R$ 1.513) é 23,2% maior do que nas residências sem acesso à internet (R$ 1.162).

A pesquisa aponta uma mudança histórica no principal obstáculo para a inclusão digital no estado. Se antes o custo do serviço ou dos aparelhos liderava as queixas, hoje o maior entrave é o desconhecimento: 54,3% dos entrevistados fora da rede afirmaram que simplesmente não sabem utilizar a tecnologia, enquanto o preço da conexão foi citado por apenas 9,2% desse grupo.

Em relação aos hábitos de consumo, o telefone celular continua imbatível, sendo utilizado por 98,7% dos internautas baianos. A grande novidade do período foi a consolidação da televisão, impulsionada pelas smart TVs e plataformas de streaming, que pela primeira vez ultrapassou a marca de 50% de preferência (50,3%), tornando-se a segunda maior porta de entrada para a rede. Em sentido inverso, o uso do computador tradicional recuou para 21,3% e o do tablet para 6%.

As atividades mais frequentes na internet entre os baianos são as chamadas de voz ou vídeo (96,2%), o envio de mensagens (91,3%) e o consumo de vídeos, filmes e séries (86,5%). O levantamento do IBGE também detectou altas expressivas no uso de redes sociais (82,5%), movimentações em aplicativos bancários (67,2%) e compras on-line (45,2%), além da presença de serviços de streaming pago em 30,6% dos lares baianos com televisão, consolidando a digitalização do cotidiano no estado.

Economia
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Taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, revela IBGE Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A taxa de desemprego das pessoas pretas fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%. Esse indicador fica acima da média nacional (6,1%) e 55% maior que o dos brancos, que sequer chegou a 5% (4,9%).

Esse patamar de diferença é superior ao registrado no último trimestre de 2025 (52,5% maior) e nos três primeiros meses do ano passado (50%). A maior diferença já apurada é de 69,8%, no segundo trimestre de 2020, ano de eclosão da pandemia de covid-19.

A revelação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando a série histórica da pesquisa foi iniciada, em 2012, o desemprego de pessoas pretas era 44,8% maior que o dos brancos. A menor diferença já verificada pertence ao segundo trimestre de 2021, 43,6% superior. As informações são da Agência Brasil.

Bahia
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Desigualdade na Bahia atinge menor nível histórico sob gestão Jerônimo Rodrigues Foto: Divulgação/GOVBA

A Bahia alcançou, em 2025, o menor índice de desigualdade social já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE. O Índice de Gini da renda domiciliar caiu de 0,470 para 0,466, consolidando, durante o governo Jerônimo Rodrigues, a maior redução da desigualdade no estado nos últimos anos.

O deputado estadual Niltinho comemorou os números e atribuiu o resultado às políticas públicas voltadas para inclusão social, geração de emprego e fortalecimento da economia.

“Essa é uma conquista importante para a Bahia e mostra que o governo Jerônimo Rodrigues tem trabalhado para melhorar a vida do povo baiano. Reduzir desigualdade significa ampliar oportunidades e garantir mais dignidade para quem mais precisa”, assinalou.

Os dados divulgados pelo IBGE também mostram que o rendimento médio mensal domiciliar per capita na Bahia chegou a R$ 1.452 em 2025, maior valor dos últimos 14 anos e 4,2% acima do registrado em 2024. Este é o quinto ano consecutivo de crescimento da renda média no estado.

Com o resultado, a Bahia passou a ter a menor desigualdade do Nordeste e a quinta menor do país. Apesar do avanço, os 10% mais ricos ainda concentram 36,8% da renda domiciliar estadual. “Estamos construindo a Nova Bahia e continuaremos trabalhando para reduzir as desigualdades em nosso estado”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

Justiça
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Punição ou Solução? Advogado baiano questiona se endurecimento penal reduz a violência Foto: Reprodução/Instagram

A recente sanção da Lei 15.397 trouxe um endurecimento significativo nas punições para crimes patrimoniais, como furto e roubo, elevando penas e criando novas tipificações para fraudes bancárias e crimes praticados no ambiente digital.

No entanto, para o advogado criminalista e jurista brumadense Maurício Vasconcelos, a mudança provoca uma reflexão necessária sobre se o aumento do tempo de cárcere realmente se traduz em uma sociedade mais segura.

Em alguns casos, determinadas modalidades de subtração de bens passaram a ter penas mínimas comparáveis às do homicídio simples, o que reacende o debate sobre proporcionalidade no sistema penal.

Mas a grande questão é: aumentar o tempo de prisão realmente combate a violência?

Para muitos especialistas, medidas como essa podem soar como resposta imediata à sociedade, porém não enfrentam as causas estruturais da criminalidade, como desigualdade, ausência de políticas públicas e falhas na prevenção.

Além disso, mudanças que tornam certos delitos ações penais incondicionadas também levantam discussões importantes sobre garantias jurídicas e eficiência do sistema penal.

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