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Desemprego cai a menor taxa em 14 anos para setembro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, atingindo o menor patamar registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os números constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice representa um recuo frente ao segundo trimestre deste ano, quando a taxa estava em 5,4%, e também na comparação com o terceiro trimestre de 2025, ocasião em que o desemprego alcançava 5,6%. Com o resultado, o contingente de desocupados no país recuou para 5,6 milhões de indivíduos, configurando uma redução de 4% (234 mil a menos) em relação ao trimestre de abril a junho e de 6,9% (menos 417 mil desempregados) na comparação anual com 2025.

Em paralelo, a população ocupada atingiu o topo histórico da pesquisa, totalizando 103,6 milhões de pessoas. O volume avançou 0,6% frente aos três meses anteriores, com a inserção de 581 mil cidadãos na força de trabalho, e cresceu 1,2% em 12 meses, somando um adicional de 1,2 milhão de pessoas ocupadas. O nível da ocupação — proporção de ocupados em relação à população em idade apta ao trabalho — também renovou máxima histórica ao alcançar 59%, com variação de 0,2 ponto percentual no trimestre e estabilidade estatística no confronto anual.

No segmento da informalidade, a taxa apurada foi de 37,5% do total de ocupados, reunindo 38,8 milhões de trabalhadores informais. O indicador manteve estabilidade diante dos períodos anteriores, frente aos 37,4% (38,6 milhões) do trimestre encerrado em junho e aos 37,8% (38,7 milhões) registrados no terceiro trimestre de 2025.

Quanto aos ganhos financeiros, o rendimento médio real habitual permaneceu estável no trimestre em R$ 3.790, apresentando ganho real de 3,6% em relação ao ano passado, com acréscimo de R$ 131. Puxada pelo avanço do emprego e dos ganhos salariais, a massa de rendimento real habitual bateu recorde e somou R$ 387,5 bilhões, registrando expansão de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e avanço de 4,7% no comparativo anual (mais R$ 17,5 bilhões).

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