Foto: Reprodução/Instagram O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou a ação protocolada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) devido a supostas irregularidades durante o Carnaval de 2026. A medida foi admitida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, nesta sexta-feira (18), e aponta possíveis crimes eleitorais no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o chefe do Executivo.
Na petição, Flávio Bolsonaro sustenta que houve abuso de poder político e econômico por conta de verbas públicas destinadas à agremiação pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, pelo governo estadual e pela Embratur. Embora os órgãos informem que o apoio financeiro foi estendido a todas as escolas de samba, o processo questiona repasses privados não esclarecidos no valor total divulgado de R$ 9,65 milhões, que poderiam ter origem em empresas com contratos públicos.
A representação também acusa o presidente de uso indevido dos meios de comunicação social, alegando que a transmissão do desfile em rede nacional de televisão aberta por cerca de 79 minutos configurou exposição massiva e campanha antecipada. A ação pontua que a exibição contínua na TV e em plataformas digitais comprometeu a igualdade de oportunidades na disputa eleitoral.
Com o acolhimento do pedido pelo TSE, Lula e Alckmin foram notificados e terão o prazo de cinco dias para apresentar a defesa oficial perante a Justiça Eleitoral.