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UPB comemora e agradece aos empresários por reduzir cachês no São João 2026 Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A União dos Municípios da Bahia (UPB) defendeu junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) a delimitação de um teto de gastos de R$ 700 mil para contratação dos artistas durante as festas de São João. A articulação surtiu efeito, visto que os empresários dos artistas se reuniram com o MP-BA para falar sobre a redução dos cachês para as apresentações.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o presidente da entidade e prefeito da cidade de Andaraí, Wilson Cardoso, comemorou o resultado e a parceria exitosa com o órgão ministerial. A medida, conforme destacou, visa defender os interesses públicos e o erário dos Municípios. “Tenho absoluta certeza que vamos fazer o melhor São João da história da Bahia e com um preço justo. Havia um abuso nos cachês cobrados”, afirmou.

Com a recomendação, Cardoso disse que os Municípios irão economizar cifras milionárias e, mesmo assim, promover festas típicas com qualidade e austeridade. “Os valores estavam exagerados e conseguimos reduzir graças ao entendimento dos prefeitos e prefeitas e ao apoio dos munícipes”, completou.

Além de reduzir gastos e não comprometer áreas prioritárias, como a saúde e a educação, a medida também busca valorizar os artistas locais e regionais. Para o presidente da UPB, será uma oportunidade de organizar festas juninas “raiz”, com forró pé de serra e uma programação tipicamente nordestina. “Tudo isso foi um ganho muito legal porque já estavam descaracterizando o São João em muitos lugares, inclusive com música eletrônica. Agora, temos a oportunidade de viver um clima junino muito favorável. Quem ganha são os cofres públicos, os munícipes e os artistas”, finalizou, parabenizando os empresários pela atitude.

Economia
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Gastos de turistas estrangeiros no Brasil crescem e atingem R$ 20,2 bilhões em 2026 Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil aumentaram no primeiro quadrimestre de 2026 e atingiram R$ 20,2 bilhões, o que representa um aumento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as despesas, de janeiro a abril, atingiram R$ 18,5 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Analisando apenas o mês de abril, os turistas internacionais injetaram R$ 4,19 bilhões na economia brasileira, um crescimento de 1,2% na comparação com abril de 2025, quando os valores alcançaram R$ 4,14 bilhões.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou os bons números. “O turismo brasileiro vive um momento especial, com estatísticas positivas em todos os segmentos. Nossa atuação na busca por turistas de outros países tem sido intensa. Mais do que movimentar aeroportos, hotéis e restaurantes, o turismo brasileiro transforma a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras”, afirmou.

A divulgação do aumento dos gastos de turistas estrangeiros coincide com uma série de agendas do ministro na China, onde tem promovido ações em busca de atrair turistas chineses para o Brasil.

Nesta segunda-feira (25), em Xangai, Feliciano iniciou negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país, para a abertura de rotas entre as duas nações. Durante o encontro, ele também apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia, incluindo a exibição de filmes nacionais nos voos da empresa.

O ministro avançou ainda nas tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo, durante encontro com representantes da empresa, em Xangai. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, com foco em atrair mais turistas chineses ao Brasil, principalmente após as oportunidades decorrentes da isenção recíproca de visto entre os dois países.

Ele também se reuniu com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil empresas. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.

Economia
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Governo Federal bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O relatório não traz previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.

Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões, motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.

Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.

O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais. As informações são da Agência Brasil.

Brasil
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Gastos com viagens de pessoas sem cargo no governo Lula aumentam 213% Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo federal registrou um aumento de 213% nos gastos com viagens de pessoas sem cargo no Poder Executivo durante os dois primeiros anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No período, os custos chegaram a R$ 392,6 milhões. De acordo com dados do Painel de Viagens, plataforma do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), somente com passagens aéreas foram desembolsados R$ 200,9 milhões. O montante representa um crescimento de 267% em comparação aos R$ 54,6 milhões gastos nos dois últimos anos do mandato de Jair Bolsonaro (PL). Todos os valores divulgados foram corrigidos pela inflação, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A informação foi divulgada pelo Metrópoles.

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