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SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão serão disponibilizados a pacientes em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. São eles o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,9 mil pacientes devem ser atendidos. Consideradas medicações de alta tecnologia, os remédios podem custar até R$ 643 mil por ano na rede privada.

O brigatinibe e o gefitinibe são duas terapias-alvo orais que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. Uma das vantagens é que o remédio pode ser administrado na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos em comparação aos esquemas convencionais de quimioterapia.

O terceiro medicamento, o durvalumabe, estimula a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3, que não podem ser tratadas com cirurgia.

“O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes”, segundo o ministério.  

As medicações serão financiadas integralmente pelo governo federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), criada para ampliar a oferta de tratamentos pelo SUS.

De acordo com o ministério, serão ofertados por meio da AF-Onco 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública.

A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões. .

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Vacina experimental contra câncer apresenta resultado positivo pela 1ª vez Foto: Freepik

Cientistas anunciaram, na quarta-feira (19), que obtiveram resultados positivos no processo de desenvolvimento de uma vacina responsável por combater o câncer. As empresas MSD e Moderna realizaram estudos de fase 3, ou seja, uma pesquisa clínica em larga escala. Ela foi responsável por avaliar uma terapia personalizada com uso de mRNA (RNA mensageiro) contra o melanoma, um tipo de câncer de pele.

Segundo anunciaram as empresas, o recurso é combinado com a imunoterapia Keytruda, medicamento que bloqueia os sinais usados pelas células cancerígenas para enganar o sistema imune, e trouxe resultados expressivos.

O risco de retorno da doença após a cura, assim como possibilidades de metástase para pacientes ainda em tratamento, foram reduzidos em relação ao uso isolado do medicamento Keytruda, de acordo com as empresas.

O resultado obtido é considerado expressivo em decorrência do ineditismo. Este é o primeiro ensaio clínico de fase 3 de caráter oncológico a obter sucesso através do uso do RNA mensageiro. O tratamento experimental é feito de forma individual, a partir das características dos respectivos tumores de cada paciente. As mutações de cada um deles são analisadas, e, por meio do mRNA, a tecnologia ajuda a treinar os sistemas imunológicos para reconhecer e combater as célulcas cancerígenas.

O total de 1.137 mil pacientes de alto risco participaram do processo. Todos tinham melanoma em estágios diferentes (IIB e IV) e já haviam passado por intervenções cirúrgicas para a retirada completa dos tumores.

Estes foram divididos, de forma aleatória, entre os que haviam recebido Keytruda associado à terapia personalizada, e os que receberam apenas o medicamento. O tratamento durou um ano. Foram aplicadas até nove doses da vacina. Já na análise preliminar, a combinação teve sucesso ao não presenciar o retorno do câncer. O estudo ainda acompanhará os pacientes para avaliar outros fatores.

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Vacinas contra câncer avançam e pode ter testes no Brasil Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Pesquisas sobre vacinas contra o câncer avançaram ao ponto de já terem candidatos prontos para testes em humanos —e o Brasil pode entrar nesse circuito nos próximos anos. A avaliação é de cientistas da Universidade de Oxford que estiveram no país nesta semana para discutir parcerias com instituições brasileiras.

As falas ocorreram durante um workshop promovido pelo A.C. Camargo Cancer Center, que reuniu pesquisadores, hospitais e representantes do Ministério da Saúde para estruturar colaborações em imunoterapia, inteligência artificial e ensaios clínicos.

Entre os projetos mais próximos de chegar a pacientes está uma vacina voltada a tumores associados ao vírus Epstein-Barr (EBV), presente em mais de 90% da população mundial e ligado a cerca de 200 mil casos de câncer por ano.

Segundo a pesquisadora Carol Leung, especialista em vacinas terapêuticas contra o câncer em Oxford, o imunizante já concluiu a fase pré-clínica —etapa em que é testado em laboratório e em modelos animais— e deve avançar para estudos em humanos.

A proposta agora é ampliar esses testes em colaboração com países onde certos tipos de câncer são mais frequentes, como o linfoma de Burkitt, comum em regiões da África e também observado no Norte do Brasil.

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