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Brasil
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Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde Foto: Freepik

Até o final deste ano, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

A ideia foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa. Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo — como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação —, além de garantir articulação com a sociedade civil”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (ITpS).

Guanambi
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Guanambi realiza 300 cirurgias eletivas entre janeiro e fevereiro e reduz tempo de espera Foto: Divulgação/PMB

De acordo com relatório da Secretaria de Saúde de Guanambi, somente nos meses de janeiro e fevereiro, foram realizados 300 procedimentos cirúrgicos, o que representa uma média de 10,3 cirurgias por dia útil, considerando 39 dias de atendimento.

Segundo o diretor do Hospital Municipal de Guanambi, Agostinho Lira, os dados refletem o fortalecimento da rede municipal de saúde e a ampliação da oferta de serviços, tanto na unidade quanto por meio de clínicas credenciadas. Com isso, o tempo de espera dos pacientes foi significativamente reduzido, permitindo que, em muitos casos, a cirurgia seja realizada já no mês seguinte (dependendo da complexidade do caso) à chegada do laudo na Central de Marcação.

Entre os avanços mais relevantes está a redução no tempo de espera para procedimentos de maior demanda. A histerectomia (retirada do útero), que antes havia espera de mais de um ano para ser realizada, agora ocorre em até 50 dias - uma redução superior a 86%. Já a colecistectomia (retirada da vesícula) teve o tempo reduzido de seis a oito meses para cerca de 40 dias, representando uma diminuição de 83% na fila de espera.

Outro destaque é a ampliação da oferta de cirurgias que anteriormente não eram realizadas de forma regular no município. Procedimentos como amigdalectomia e adenoidectomia passaram a ser ofertados com prazo médio de dois a três meses. Além disso, houve expansão nos atendimentos em otorrinolaringologia e no tratamento cirúrgico de cálculos renais.

Segundo o secretário municipal de saúde, Edmilson Júnior, os resultados são fruto do trabalho integrado das equipes e do compromisso da gestão do prefeito em melhorar o acesso da população aos serviços de saúde.

Com a estruturação do Centro Cirúrgico do Hospital Municipal, a previsão é ampliar a oferta de procedimentos, incluindo cirurgias ortopédicas e o aumento da capacidade para tratamentos de varizes.

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