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Ifba promoverá Primeiro Encontro de Mulheres do Samba de Brumado e Região

O Instituto Federal da Bahia (Ifba) promoverá o Primeiro Encontro de Mulheres do Samba de Brumado e Região nos dias 15 e 16 de outubro.

Ao site Achei Sudoeste, a professora Monique Evelise relatou que a ideia de realizar o encontro surgiu de Bombom, vendedora de quitutes baianos bastante conhecida na cidade. Ela sugeriu o evento durante o Julho das Pretas, iniciativa realizada no campus, no mês de julho do ano passado. A Baiana, inclusive, será homenageada no evento.

Segundo Evelise, o projeto piloto se apresenta de forma potente como uma primeira mostra do que será, efetivamente, a proposta mais para frente. A iniciativa será concretizada em fevereiro de 2027. “Queremos juntar mulheres, especialmente negras, que produzem o samba na região. Ainda é um gênero marginalizado porque fica restrito a alguns grupos”, afirmou.

A princípio, o projeto terá como foco as cidades de Brumado, Rio de Contas e Livramento de Nossa Senhora, abarcando participantes de todo país. Pessoas conhecidas no cenário nacional também marcarão presença no encontro. Evelise enalteceu a importância da iniciativa. “É um projeto que alimenta os olhos e o coração. Vai ser muito bonito e potente”, finalizou.

As ações acontecerão em diferentes locais da cidade, desde escolas, quiosques, terreiros e espaços de cultura. Toda a comunidade está convidada a prestigiar o encontro.

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Julho das Pretas: Projeto em Brumado usa literatura afro para combater racismo e misoginia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta terça-feira (18), o Julho das Pretas foi encerrado com uma série de atividades no Centro de Assistência Integral à Criança (Caic), em Brumado. O movimento destaca a valorização da mulher negra latino-americana e caribenha e reforça o combate às desigualdades de gênero e raça por meio da educação, integrando o calendário pedagógico das escolas municipais.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a professora Lane Aguiar disse que o projeto foi desenvolvido na unidade de ensino através da literatura afro-brasileira. “Nós decidimos colocar as crianças como protagonistas dentro do projeto, desmitificando a ideia de que apenas crianças brancas podem participar da literatura”, detalhou.

Segundo Lane, os alunos puderam se ver dentro da literatura a fim de destituir a estereotipia da criança negra como subserviente. A proposta é mostrar para as crianças que elas devem ser valorizadas e respeitadas pela sua ancestralidade. “Queremos formar cidadãos que saibam respeitar e valorizar a negritude”, ressaltou.

Na culminância da iniciativa, a professora Bianca Meira explicou que o objetivo das ações realizadas na escola foi colocar o negro no protagonismo da narrativa para gerar identificação e reconhecimento do valor de sua raça. “Somos três mulheres e professoras negras, temos o nosso público em sua maioria de crianças negras e estamos em uma comunidade, em sua maior parte, negra, então trabalhar isso é de suma importância para que as crianças valorizem a sua identidade e a sua ancestralidade”, declarou.

Os alunos abraçaram o projeto, se envolvendo bastante durante as rodas de conversas e todas as ações propostas. A partir de agora, as professoras acreditam que elas irão se olhar no espelho de forma diferente, se respeitando e valorizando muito mais.

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Julho das Pretas leva conhecimento ancestral das mulheres negras às escolas municipais de Brumado Foto: Victória Amaral/PMB

Com base na Lei nº 10.639/2013, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, a Prefeitura de Brumado está realizando o movimento Julho das Pretas na rede municipal de ensino.   

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a coordenadora do Ensino Fundamental II, professora Ana Lúcia Gama, explicou que as atividades desenvolvidas nas escolas nesse período representam um momento de celebração da história da mulher preta. “É um momento de olharmos para a nossa história e vermos o legado, a luta e a resistência que as mulheres negras deixaram, principalmente na construção econômica do nosso país”, declarou.

O movimento nasceu no ano de 2013, no Nordeste, mais precisamente em Salvador, criado pelo Instituto da Mulher Negra. Segundo a coordenadora, o movimento é uma oportunidade de valorização da mulher negra latino-americana e caribenha, reforçando o combate às desigualdades de gênero e raça por meio da educação. “Nos permite olhar para o horizonte na perspectiva de que temos muito a celebrar, temos que dar visibilidade e fortalecer a luta histórica das mulheres negras, bem como levar pautas para o poder público para que elas sejam regulamentadas e atendidas”, afirmou.

Julho das Pretas leva conhecimento ancestral das mulheres negras às escolas municipais de Brumado Foto: Victória Amaral/PMB

Embora a mulher negra tenha muitos direitos conquistados, a professora destacou que ainda há muito por ser conquistado e a inserção desse tipo de atividade no calendário das escolas é fundamental para valorização da cultura afro-brasileira e formação cidadã dos estudantes.

Os alunos têm recebido as ações com alegria e muitos debates no ambiente escolar. O foco é conscientizar os estudantes e todos os atores envolvidos sobre o verdadeiro sentido do movimento. “Queremos colocar o negro em evidência e mostrar a sua importância na construção da sociedade”, apontou Gama.

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