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Guanambi
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Gilmara Santana fala dos desafios e agradece acolhida no comando 17º BPM em Guanambi Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Tenente Coronel Gilmara Santana completou 1 ano no comando do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Guanambi. Ao todo, ela comanda uma tropa composta por cerca de 220 policiais, distribuídos em sete municípios da área de cobertura.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a comandante destacou que, independente de ser homem ou mulher à frente da instituição de segurança pública, o que importa é o trabalho realizado. “Nunca me senti discriminada dentro da Polícia Militar. Nunca me coloquei como vítima. Agradeço a acolhida de toda população da região”, afirmou.

Satisfeita com os resultados positivos alcançados ao longo dos últimos doze meses, a Tenente Coronel apontou que o trabalho é o mais importante e não diz respeito a questões de raça, origem, gênero ou qualquer outra distinção. “Estou vendo as pessoas falarem do trabalho sendo executado com excelência, da sensação de segurança que a população está vivendo, que está sendo melhor do que anteriormente. Isso me dá uma gratidão muito grande”, completou.

Para a comandante, o sentimento da população regional é de acolhimento para com a sua pessoa. “Nunca me senti discriminada. Ao contrário, as pessoas me enaltecem por ser mulher. Quanto à questão de cor, acho irrelevante. O que importa mesmo é o trabalho, é atitude, é a pessoa não se ver como vítima. Os preconceitos existem, mas devemos seguir em frente. Como a gente se vê é mais importante do que como as pessoas nos veem”, enfatizou.

Por fim, Gilmara disse que se vê como uma profissional que lutou para chegar onde está e como uma pessoa que tem total capacidade técnica para assumir a função que ocupa hoje, desempenhada com êxito dado os números de redução da violência nas cidades comandadas.

Economia
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Pesquisa de analista aponta associação entre dificuldades financeiras e adoecimento mental Foto: Divulgação

Empresária, estrategista de negócios, escritora e analista comportamental, Lilian Tostas tem percorrido o país com uma palestra sobre a relação entre dificuldades financeiras e adoecimento mental.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Tostas destacou que a saúde mental, tão importante para a qualidade de vida, é afetada por diversos fatores, principalmente oriundos do trabalho. Ela explicou que uma dificuldade financeira não fica restrita à conta bancária, refletindo negativamente no sono, nas relações familiares, na capacidade de concentração e na própria relação com o trabalho.

Segundo a analista, quando percebemos que uma instabilidade financeira pode refletir na vida familiar, ficamos constantemente em estado de alerta. “Isso, naturalmente, cria um ciclo muito perigoso porque, quando mais insegura essa pessoa se sente, mais ela trabalha; quanto mais trabalha, mais se esgota. Existe um custo invisível dessa alta performance”, ressaltou.

Tostas disse ainda que, muita gente que parece bem-sucedida por fora, paga um preço enorme com a saúde, entre os quais o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Trata-se de um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

Hoje, o Burnout é considerado uma doença do trabalho e o número de pessoas com a síndrome é cada vez maior em função de um ambiente opressor no trabalho. Segundo Lilian, atualmente, 7 em cada 10 profissionais estão insatisfeitos com o trabalho e essa insatisfação aponta para graus distintos de pessoa para pessoa. A longo e médio prazo, esse sentimento gera uma série de consequências com reflexos negativos na saúde.

O estresse financeiro e profissional também provoca reflexos nas relações familiares. Os afetados se tornam menos disponíveis emocionalmente, irritados, cansados e com menor capacidade de escuta.  

Uma pesquisa realizada pela analista revelou que as mulheres apresentam 70% a mais de chance de desenvolver Burnout se comparadas aos homens. Tostas explicou que essa diferenciação se deve, muitas vezes, a pressão no ambiente laboral associada a execução de uma segunda jornada de trabalho em casa. Especialmente quando ocupam espaços de lideranças, a pressão sobre as mulheres no trabalho é ainda maior.

A pesquisadora apontou que a solução para um trabalho que adoece não passa, na maior parte das vezes, por largar tudo, mas por construir alternativas saudáveis antes que o desespero tome a decisão.

Brumado
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Brumado: CMDS direciona atenção aos direitos e defesa das mulheres camponesas Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) se reuniu nesta quarta-feira (18), em Brumado, e a pauta do encontro foi a defesa dos direitos das mulheres. Durante o encontro, representando as mulheres, Rosângela Ribeiro falou sobre a Jornada Nacional das Mulheres Camponesas.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Rosângela destacou que o grande objetivo do movimento das mulheres é tentar tirar a mulher de casa para participar em todas as organizações, propondo assim o seu maior envolvimento nas atividades sociais. Além disso, o movimento busca promover políticas públicas em defesa das mulheres do campo e da cidade.

Luciane Martins, coordenadora de comunicação da Associação Divina Providência, aproveitou o espaço cedido pelo Conselho Municipal para destacar o Programa de Habitação Rural que está sendo executado no município. Ao todo, 36 famílias serão contempladas, a maioria composta por mulheres e mães solo. “A moradia é a porta de entrada de todos os direitos do homem e da mulher do campo, principalmente, e trabalhando o Minha Casa, Minha Vida Rural a gente observa a necessidade de muitas famílias que ainda não têm sua casa própria”, relatou.

Através da moradia, Martins apontou que as mulheres podem buscar outros direitos fundamentais, que irão beneficiar a sua família e a sua comunidade. Ela ainda defendeu a importância da participação das mulheres em todos os espaços, visto que mais políticas públicas poderão ser obtidas por meio delas.

A jovem Raissa Santos também marcou presença na reunião, durante a qual abordou a igualdade de gêneros. Ela afirmou que é essencial a juventude ocupar esse espaço para trazer ainda mais visibilidade para o tema. “Hoje, vimos aqui muitas mulheres ocupando espaços de liderança, coisa que não víamos antigamente, quando a maior parte das lideranças era masculina”, pontuou. Santos provocou a ideia de que os homens devem participar desses debates a fim de que seja feita, de fato, uma mudança na mentalidade da sociedade como um todo.

Para finalizar, Gerusa Amorim, presidente da Associação de Moradores do Jacaré e que faz parte da diretoria do CMDS, salientou que, quando assumem funções de poder e espaços de liderança, as mulheres mostram o seu potencial.

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