Foto: Samuel Pereira/Achei Sudoeste Residente na comunidade remanescente quilombola de Três Capões, em Ibicoara, na Chapada Diamantina, a idosa Flomira Rosa dos Santos celebrou a marca histórica de 110 anos de idade. Testemunha ocular dos maiores acontecimentos do último século — incluindo as duas Guerras Mundiais, a pandemia de Covid-19 e surtos históricos de gripe espanhola —, a lavradora impressiona a família e a comunidade local ao manter a lucidez e uma saúde invejável.
A trajetória de dona Flomira foi construída com intenso trabalho no campo para criar os seis filhos. Órfã de mãe ainda na infância, ela enfrentou as adversidades da vida agrícola plantando culturas como arroz, feijão e milho. Hoje, matriarca de uma vasta família composta por 6 filhos, 23 netos e 31 bisnetos, a idosa orgulha-se de permanecer ativa em sua rotina, cuidando da alimentação da família e mantendo hábitos simples, como caminhar cerca de 200 metros para visitar um dos filhos.
Foto: Samuel Pereira/Achei Sudoeste Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a aniversariante revelou que não possui diagnósticos de doenças e mantém hábitos impressionantes para a idade, como a capacidade de colocar linha em agulha sem auxílio de óculos. “Na vida, eu trabalhava em estrada, plantava arroz, feijão e milho para criar meus filhos. Cada vez eu não tenho doença nenhuma. Deus é um Pai bom”, celebrou dona Flomira.
Orgulhoso da longevidade e da clareza mental da bisavó, o estudante Samuel Pereira, de 17 anos, destacou o privilégio de conviver com a matriarca na comunidade quilombola. “Ela é uma mulher de fé, uma mulher de alegria, e ter ela com essa idade é um privilégio para mim e para minha família. Quando a gente era criança, ela cuidou da gente, e hoje a gente vai retribuir esse carinho em dobro”, concluiu o jovem.