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Brumado
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Sindicato patronal pede adequação de empresários ao fim da escala 6x1 em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Brumado e região, Gilson Angeloti, falou ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, na sexta-feira (16) sobre o fim da escala 6x1. Para ele, deveria ter sido feita uma discussão mais ampla sobre a proposta, envolvendo a realização de audiências públicas e a mobilização da classe empresarial. “Foi tudo atropelado e goela abaixo”, avaliou.

Mesmo com essa consideração, Angeloti disse que, agora, não adianta reclamar e a classe empresarial precisa enfrentar essa realidade e se adequar às novas exigências, sem deixar que os negócios sejam afetados negativamente.

Enquanto órgão de classe, o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista irá se reunir com o Sindicato dos Trabalhadores para atuar no sentido de flexibilizar a medida. “Nas convenções coletivas, essa situação pode ser flexibilizada. O trabalhador precisa ter 2 folgas por semana, mas na convenção coletiva a gente pode negociar a média mensal”, afirmou.

Angeloti adiantou também que o sindicato está estudando outras maneiras de seguir a determinação com o menor prejuízo possível ao comércio. “Logicamente que vai haver um remanejamento da escala e um impacto, isso é indiscutível. Mas algumas análises são as piores possíveis, que vai ter desemprego, aumento nos preços, recessão econômica. Acho que esses cenários são muito negativos e eu não acredito nisso”, apontou.

Para o líder sindical, é necessário se concentrar nas soluções e não apenas nos desafios. “É nas dificuldades que aparecem novas oportunidades. Agora vamos enxergar situações que possam melhorar o comércio. Vejo pelo lado otimista”, finalizou.

Brasil
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Greve dos Correios chega ao fim após 15 dias de paralisação e decisão do TST Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A paralisação nacional dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim na noite desta quinta-feira (24), após 15 dias de mobilização. O encerramento do movimento foi aprovado pela categoria em assembleia, e o retorno ao trabalho teve início a partir das 22h, em cumprimento à deliberação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou o dissídio coletivo da categoria.

Em sua decisão, a Corte Superior considerou o movimento grevista não abusivo, autorizou a compensação das horas paradas e concedeu aos empregados um reajuste salarial de 4,09%. Além do ganho pecuniário, a deliberação garantiu a preservação de 73 cláusulas contratuais da Convenção Coletiva do Trabalho, de acordo com informações prestadas pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP). O veredito representou um revés para a direção da estatal, que pleiteava o reconhecimento da ilegalidade do movimento e a imposição de penalidade pecuniária diária às entidades de classe.

Com o encerramento do movimento, os empregados darão início à rotina de reposição dos dias não trabalhados. As lideranças sindicais aguardam a publicação e a leitura formal do acórdão pelo TST para orientar a categoria a respeito do regime exato de cumprimento da jornada complementar. A greve, deflagrada no dia 10 de setembro, teve como estopim discordâncias relativas à estrutura do plano de saúde corporativo oferecido aos empregados, aposentados e dependentes, ponto central dos impasses ao longo das rodadas de negociação.

Brumado
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Brumado: Com estande de saúde, bancários realizam manifestação de greve na Caixa Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em greve, os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) realizaram uma manifestação em frente à agência, nesta terça-feira (15), em Brumado. Os servidores da CEF são os únicos que continuam mobilizados, visto que a proposta apresentada pelo banco não contempla os anseios da categoria.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Renan Freitas, diretor do Sindicato dos Bancários em Vitória da Conquista e região, informou que o andamento das negociações se encontrava travado, porém, com o movimento grevista, a Caixa Econômica sinalizou para a abertura de uma nova rodada de diálogo.

Segundo Freitas, o sindicato espera que o banco renegocie as cláusulas trabalhistas do Acordo Coletivo, o não fechamento de agências e o plano de saúde dos trabalhadores. Este último é um dos pilares da pauta de reivindicações dos bancários. “A Caixa quer mudar o plano de saúde, que é um benefício individual para o trabalhador, para um plano comercial de saúde. Além disso, eles querem aumentar o custeio do plano em 26%. Isso a gente não pode aceitar”, afirmou.

Para demonstrar a importância do plano, a manifestação contou com um estande de saúde para atendimento gratuito à população, com testes de glicemia e medição de pressão arterial.

Uma nova mesa de negociações será realizada nesta quarta-feira (16). A depender da proposta apresentada pela CEF, a categoria decidirá os rumos do movimento. Por ora, a greve continua por tempo indeterminado.

Bahia
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Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional Foto: Divulgação

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram rejeitar a proposta final apresentada pela instituição financeira e optaram pela continuidade da greve nacional, iniciada na última quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado enquanto as entidades sindicais tentam retomar o processo de negociação. A rejeição foi expressiva em praças centrais: na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra o texto em assembleia encerrada no final da noite de sexta-feira (11).

O epicentro do impasse entre a categoria e a diretoria do banco é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A minuta submetida à votação trazia mudanças profundas no modelo de custeio e nas regras de coparticipação. Entre as alterações sugeridas pelo banco estavam a fixação da contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base conforme a idade, mensalidades de R$ 480 a R$ 660 por dependente, elevação do teto anual de coparticipação familiar de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil, instituição de cobrança de 13ª mensalidade e o dobro da taxa para atendimentos em pronto-socorro, subindo de R$ 75 para R$ 150.

Para tentar selar o acordo coletivo, a Caixa havia oferecido um pacote que incluía prêmio de R$ 3 mil por trabalhador, antecipação do pagamento do salário reajustado com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para 18 de setembro e o aumento do limite de participação do banco no custeio do plano de saúde de 6,5% para 8%. A oferta, que expirou na sexta-feira (11), trazia ainda o aporte de R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de 2027 e a criação de grupos de trabalho para debater novas fontes de financiamento.

Com a negativa dos trabalhadores, o conflito trabalhista deve migrar para o âmbito judicial. Antes do desfecho da assembleia, a direção da Caixa declarou que a oferta era definitiva e sinalizou a intenção de recorrer à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo — instrumento legal para que o tribunal arbitre as condições de trabalho e determine o encerramento do movimento. Apesar do acionamento jurídico no horizonte, o banco informou que permanece aberto ao diálogo para buscar um entendimento.

A greve é o desdobramento de uma insatisfação generalizada na base. Na primeira votação, mais de 90% dos sindicatos vinculados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) já haviam recusado a versão inicial da minuta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O movimento mantém agências bancárias fechadas em diversos estados, incluindo São Paulo e Paraná, garantindo apenas o funcionamento dos caixas eletrônicos e dos serviços de autoatendimento.

Brasil
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Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado Foto: Divulgação

Os trabalhadores dos Correios na Bahia aprovaram a deflagração de uma greve por tempo indeterminado na noite desta quinta-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia diante do impasse nas negociações coletivas nacionais entre a direção da estatal, representações sindicais e o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A paralisação acompanha a mobilização nacional liderada por 36 sindicatos e duas federações da categoria. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincolteba) confirmou que os serviços nas unidades do estado e a entrega de encomendas e correspondências estão suspensos a partir desta sexta-feira (11).

Entre as principais reivindicações do movimento estão o reajuste salarial com base na inflação, a manutenção do adicional de 70 % nas férias e alterações no plano de saúde. A categoria também se manifesta contrária a diretrizes do plano de reestruturação dos Correios, que envolvem o encerramento das atividades em agências, a alienação de imóveis e a abertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV) — cujo prazo de adesão foi prorrogado até 30 de setembro.

Recentemente, a estatal havia suspenso partes do plano de reformulação corporativa. Dentre as transações patrimoniais conduzidas no período, destaca-se a alienação do edifício-sede na Pituba, arrematado por R$ 97 milhões em leilão público realizado no mês de junho.

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