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Oliveira dos Brejinhos
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Novo abatedouro vai impulsionar criação de caprinos e ovinos em Oliveira dos Brejinhos Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Um abatedouro de animais de pequeno porte está sendo implantado na cidade de Oliveira dos Brejinhos com participação direta do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Paramirim.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Leonardo Costa, secretário executivo do consórcio, disse que o processo faz parte de um pacote de ações que visam promover a agricultura familiar no estado da Bahia. Ele destacou que a região de Oliveira dos Brejinhos possui uma produção grande de animais de pequeno porte, especialmente cabras e ovelhas, sendo a atividade agropecuária base da economia no município.

Hoje, essa produção é levada para cidades próximas, como Pintadas, tendo em vista que Oliveira dos Brejinhos não dispunha de um abatedouro e/ou frigorífico. Segundo Costa, essa realidade acabava prejudicando o produtor rural. “O animal, quando vai vivo, leva muita coisa que não agrega valor. Além disso, você ainda tem que absorver o custo desse transporte. Isso, automaticamente, vai repercutir na diminuição da renda do produtor, do agricultor familiar”, explicou.

O consórcio tem fornecido toda orientação técnica necessária para construção do abatedouro, inclusive com uma equipe composta por veterinários, agrônomos e técnicos de inspeção municipal. O secretário salientou que o prédio precisa ser erguido com base nas normas sanitárias vigentes para a atividade para que, no futuro, o local possa ser devidamente certificado para comercialização de produtos de origem animal em todo território.

Depois de o empreendimento ser finalizado, o Governo do Estado viabilizará os equipamentos para funcionamento da unidade. Para Leonardo, o abatedouro será um divisor de águas para consolidação da cadeia produtiva de caprinos e ovinos na região. “Teremos um ganho de mercado gigantesco para essas agroindústrias de pequeno porte”, declarou.

As obras estão em fase final e o abatedouro deve ser inaugurado em breve na cidade.

Carinhanha
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Carinhanha: MP denuncia quilombolas por pescar quatro peixes para comer na pandemia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em meio à crise da pandemia da Covid-19 e sem o recebimento do seguro-defeso, um grupo de oito pescadores das comunidades quilombolas Parateca e Pau D’Arco, em Carinhanha, tornou-se réu em uma ação por crime ambiental movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). De acordo com o Correio 24h, o episódio ocorreu no dia 2 de fevereiro de 2021, quando os trabalhadores rurais recorreram à pesca para subsistência própria em uma lagoa da região durante o período de defeso. A denúncia do órgão ministerial baseou-se na apreensão de apenas quatro peixes.

A defesa dos pescadores, conduzida pela Associação dos Advogados de Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR), sustenta que a conduta ocorreu sob extrema necessidade, agravada pela falta do auxílio governamental, pelo encarecimento dos alimentos e pela seca na lagoa local. Advogados do caso apontam desproporcionalidade na atuação estatal, destacando que a criminalização de lideranças tradicionais por quantidade irrisória de pescado contrasta com a morosidade na regularização fundiária das terras quilombolas, processo que se arrasta no Incra desde 1998.

Em manifestação enviada à Vara Municipal de Carinhanha, o MP-BA rejeitou os argumentos da defesa relativos às vulnerabilidades sociais. No parecer assinado pela promotora Michely Queiroz de Oliveira, o órgão alegou que aspectos culturais e dificuldades financeiras não afastam automaticamente a ilicitude ambiental nem comprovam estado de necessidade. O processo aguarda agora a marcação da audiência de instrução, enquanto as comunidades quilombolas mantêm a contestação judicial da denúncia.

Malhada de Pedras
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Malhada de Pedras celebra emancipação com Feira de Animais e da Agricultura Familiar Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A cidade de Malhada de Pedras está se preparando para mais uma programação em comemoração ao seu aniversário de emancipação política. A Feira de Animais e da Agricultura Familiar faz parte do cronograma festivo no município.

O evento, que tradicionalmente acompanhas as festas de aniversário da cidade, não pode ser realizado no ano passado devido à grave crise de estiagem vivenciada na região.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Lucas Ataíde, secretário municipal de agricultura, destacou que, neste ano, a feira promete movimentar bastante os setores da agricultura e da pecuária. “Nesta edição, a gente vem com tudo e com a perspectiva de receber animais de toda região, desde Itapetinga até Guanambi, além dos criadores locais. Também temos a perspectiva de fechar grandes negócios e movimentar a economia e a agropecuária municipal”, declarou.

Malhada de Pedras celebra emancipação com Feira de Animais e da Agricultura Familiar Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Ataíde ressaltou que o objetivo da feira é comercial, ou seja, oferecer aos agricultores e pecuaristas locais um espaço e ambiente propícios para comercialização dos seus produtos e serviços. “Queremos mostrar a potência que a agricultura e a pecuária malhadapedrense tem”, completou.

Com vocação para pecuária e agricultura desde os seus primórdios, Malhada de Pedras tem a sua economia fundamentada nos setores e o secretário apontou que o evento é essencial para promover o desenvolvimento da cidade. Os currais estão totalmente preenchidos e Ataíde apontou que as expectativas são as melhores possíveis. “Estamos com a perspectiva muito positiva de fazer uma feira sendo destaque em toda região”, afirmou.

A Feira de Animais e da Agricultura Familiar acontece no próximo sábado (11), no Parque de Exposições. A entrada é franca e toda comunidade regional está convidada a prestigiar a iniciativa, cuja previsão é de movimentar um volume de negociação superior a R$ 500 mil.

Malhada de Pedras
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Malhada de Pedras registra boas chuvas e retarda período da seca Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na madrugada desta segunda-feira (23), o município de Malhada de Pedras registrou boas chuvas na sede e na zona rural.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Lucas Ataíde, secretário municipal de recursos hídricos, destacou que a precipitação amenizou a situação da seca na cidade, mas ainda não solucionou o problema.

Nas últimas 24 horas, a chuva ocorreu de forma espaçada em várias localidades. “Tivemos relatos de agricultores de que a precipitação variou de 20 mm a 50 mm a depender da região rural”, afirmou.

De acordo com a estação meteorológica local, o acumulado das chuvas dos últimos quatro dias chegou a 36 mm na sede municipal.

Passado um ano crítico de estiagem intensa, com prejuízos graves para os setores da agricultura e pecuária, o secretário ponderou que a chuva atual será decisiva para o adiamento da seca neste ano de 2026. “Ela será mais tardia. As reservas de alimentação natural terão uma melhor resposta”, explicou.

Apesar disso, Ataíde deixou claro que a precipitação deste início de ano ainda não foi suficiente para encher as aguadas. “De qualquer forma, essas chuvas vêm dar um suporte e um novo respirar para o nosso município”, avaliou, principalmente levando em consideração os locais com maior deficiência hídrica.

A previsão aponta que o município está em alerta laranja para a ocorrência de temporais e o secretário alertou que a população se mantenha abrigada em locais seguros.

Brasil
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IBGE: Pecuária brasileira colecionou recordes em 2022 Foto: Reprodução

Produtos de origem animal, como leite de vaca, ovos de galinha e mel de abelha ajudaram a pecuária brasileira a atingir recordes no ano passado. O valor total da produção, que inclui ainda itens como ovos de codorna, lã, casulos de bicho-da-seda, camarão e peixes, foi de R$ 116,3 bilhões, um aumento de 17,5% em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quinta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Um dos recordes atingidos pelo Brasil foi o número de cabeças de gado. O país terminou 2022 com 234,4 milhões animais, um crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior. Mato Grosso é o maior estado produtor, com 34,2 milhões de cabeças - 14,6% do total nacional. Com 77,2 milhões de animais, o Centro-Oeste é a principal região produtora de gado. Mas o maior aumento de rebanho ficou com o Norte, impulsionado pelos pastos de Rondônia, do Pará, Tocantins e Acre. Apesar de Mato Grosso liderar o ranking nacional, o município com maior quantidade de cabeças é paraense: São Félix do Xingu, com rebanho de 2,5 milhões de animais. A cidade tem 65.418 habitantes, de acordo com o Censo 2022. Isso significa que o número de cabeças de gado é 38 vezes maior que a quantidade de moradores.

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