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Inadimplência cresce na Bahia e atinge mais de 5,2 milhões de pessoas em julho Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Bahia fechou o mês de julho de 2026 com 5,2 milhões de pessoas inadimplentes, de acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa. O volume representa uma alta de 0,86% na comparação com o mês anterior — um avanço superior ao ritmo registrado no cenário nacional, que subiu 0,23%. Em todo o Brasil, o contingente de devedores alcançou a marca de 83,9 milhões de pessoas, somando 348,3 milhões de dívidas em aberto que totalizam R$ 586,4 bilhões.

Apesar da recente elevação, o ritmo de crescimento do endividamento no estado mostra sinais de desaceleração quando observado em um horizonte mais amplo. Nos últimos três meses, a média de aumento da inadimplência na Bahia foi de 0,79% ao mês, índice inferior ao verificado no mesmo período de 2025, quando a média mensal alcançava 1,2%. No Brasil, o movimento foi semelhante: a taxa média de crescimento Trimestral caiu de 0,7% em 2025 para 0,2% em 2026.

Paralelamente à perda de fôlego da inadimplência, a busca por renegociação de débitos registrou forte alta. Entre maio e julho deste ano, mais de 413 mil consumidores baianos fecharam cerca de 813 mil acordos por meio da plataforma Serasa Limpa Nome, o que representa um salto de 46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Em âmbito nacional, mais de 7 milhões de brasileiros fecharam 14 milhões de acordos no trimestre, registrando um crescimento de 41% ante 2025.

O comportamento reflete o aperto no orçamento dos brasileiros nos primeiros seis meses do ano. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que 50% dos entrevistados admitiram ter gastado mais do que o planejado no primeiro semestre de 2026. Em contrapartida, 54% afirmaram que costumam revisar o planejamento financeiro no meio do ano para reorganizar as contas.

Com o início do segundo semestre, a prioridade dos consumidores passa a ser a recuperação do controle financeiro. Manter os pagamentos em dia é o principal objetivo para 55% dos ouvidos — um avanço de seis pontos percentuais frente ao levantamento de 2025. Além disso, 49% pretendem quitar dívidas até o final do ano, 32% buscam limpar o nome e 29% planejam construir uma reserva de emergência. A disposição para economizar também cresceu, subindo de 64% para 69%, enquanto 33% expressaram o desejo de investir com mais frequência. Mesmo diante do cenário desafiador, a perspectiva é positiva: 74% dos participantes declararam estar otimistas quanto à própria situação financeira até o fim de 2026.

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