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Macaúbas
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'Nunca vi uma empresa tão irresponsável como a Coelba', dispara prefeito de Macaúbas Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O prefeito de Macaúbas, Aloísio Rebonato, fez duras críticas à Neoenergia Coelba diante do histórico prolongado de oscilações na rede elétrica e da demora da concessionária em atender demandas básicas do município. As reclamações da população e do poder público local quanto às constantes quedas de energia e à precariedade do serviço vêm se acumulando há meses na cidade, sem que a empresa apresente soluções definitivas para a instabilidade.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o gestor subiu o tom contra a gestão da concessionária e apontou descaso estrutural. “A Coelba explora o serviço de energia sem nenhum tipo de responsabilidade. Falo isso com propriedade”, afirmou Rebonato, ressaltando que as falhas operacionais têm impactado diretamente a prestação de serviços essenciais à comunidade macaubense.

Entre os prejuízos citados pela administração está o caso do Colégio Municipal Orlando Domingues inaugurado em agosto deste ano, onde os estudantes continuam impedidos de usufruir do sistema moderno de climatização já instalado. A unidade não consegue ligar os aparelhos de ar-condicionado porque a companhia energética não realizou as adequações de carga e os procedimentos técnicos necessários na rede elétrica local.

O prefeito fez questão de diferenciar a atuação dos trabalhadores de campo da condução executiva da distribuidora. “Nunca vi uma empresa de tamanha irresponsabilidade. Os funcionários que atendem aos consumidores no dia a dia são maravilhosos, mas a empresa como um todo, a nível de gerência, é nota zero”, disparou o chefe do Executivo.

Para ilustrar a lentidão dos processos da companhia, Rebonato relatou que precisou buscar apoio político no âmbito legislativo estadual para conseguir uma simples ligação padrão de energia. De acordo com o gestor, “isso mostra uma incompetência e que a empresa só tem trazido prejuízos pra nós. Temos deixado de receber benefícios por causa disso”.

Economia
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Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A conta de luz continuará com a taxa adicional cobrada na bandeira amarela durante o mês de setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da sinalização, garantindo o quinto mês consecutivo com a cobrança extra para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a medida, o valor adicional permanece fixado em R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão da agência reguladora é motivada pela intensificação do período seco em grande parte do país. O cenário de poucas chuvas provoca a redução nos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que possuem um custo de operação mais elevado para atender à demanda do mercado.

Segundo a Aneel, a sinalização reflete condições de geração elétrica menos favoráveis no território nacional e reforça a relevância do consumo consciente de energia. A recomendação do órgão é para que a população adote pequenas mudanças nos hábitos diários, o que ajuda a conter desperdícios e alivia os custos da fatura mensal.

Implementado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo indicar de forma transparente o custo real de produção da energia elétrica no país. Além da cor verde, que não gera custos extras ao consumidor, o sistema conta com a bandeira amarela e com a bandeira vermelha — dividida nos patamares 1 (R$ 4,46 a cada 100 kWh) e 2 (R$ 7,87 a cada 100 kWh) —, aplicadas proporcionalmente conforme o agravamento das condições de geração.

Brasil
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Aumento de etanol na gasolina divide opiniões sobre impacto em carros Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.

Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.

De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) “não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos”.

Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.

Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.

Economia
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Governo Federal pede adiamento de reajustes na conta de luz Foto: Getty Images

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia previstos para março de 2026. A medida foi proposta enquanto o governo federal conduz análises e tratativas institucionais para encontrar alternativas que reduzam o impacto das contas de luz sobre os consumidores.

Segundo ofício enviado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, o objetivo é mitigar os efeitos dos reajustes sem comprometer o equilíbrio regulatório. O documento sugere que o adiamento permita concluir estudos e até viabilizar medidas que possam levar a reajustes próximos de zero em alguns casos, dependendo das diretrizes em análise.

A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna, sem confirmar se irá acatá-lo. O tema é sensível, já que março concentra revisões tarifárias importantes e o adiamento pode afetar a previsibilidade do setor. A iniciativa ocorre em meio à expectativa de aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1%.

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