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Brumado
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Presidente da Câmara de Brumado acredita na virada de Lula na corrida presidencial Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta terça-feira (20), o presidente da Câmara de Vereadores de Brumado, Rubens Araújo, disse que acredita na virada do presidente Lula nesse segundo turno das eleições.

Araújo avaliou que os brasileiros estão em uma encruzilhada e, no próximo domingo (25), voltarão às urnas para definir o destino do país. “Vão escolher entre dar continuidade ao projeto de reestruturação do Brasil ou experimentar um novo modelo. Tenho tido muito cuidado e a coerência necessária para me posicionar a respeito do pleito. Não é sobre direita ou esquerda, é sobre um projeto que está sendo executado no município”, argumentou.

Segundo o presidente, o prefeito Fabrício Abrantes tem alinhamento político com o Governo da Bahia, que foi reeleito, e com o Governo Federal e, por isso, é importante não quebrar essa engrenagem para que mais investimentos continuem sendo viabilizados para o município. Hoje, conforme salientou, há investimentos vultuosos do Governo Federal em Brumado e reconduzir o presidente Lula ao cargo significa manter essa parceria exitosa e benéfica para a população. “Se nós, brumadenses, e o povo da Bahia e do Brasil não der continuidade ao segundo mandato consecutivo do presidente Lula, vamos sofrer uma interrupção brusca”, avaliou.

Na gestão de Jair Bolsonaro, Araújo lembrou que Brumado não recebeu nenhum investimento do Governo Federal. “Não foi construída aqui uma casa do Minha Casa, Minha Vida, uma cisterna, não foi recuperada uma rodovia... são obras macro que não podem sofrer esse processo de mudança”, enfatizou.

Pensando em Brumado, ele convocou o eleitorado que se absteve de votar no primeiro turno a comparecer às urnas no próximo domingo (25) para votar no presidente Lula. “O presidente Lula está em uma crescente e acredito que ele vai levar esse troféu na história do Brasil mesmo com uma eleição desfavorável no primeiro turno”, finalizou.

Economia
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Contas do governo Lula caminham para registrar maior rombo em mais de 20 anos Foto: Cristiano Mariz/Agência o Globo

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode terminar com o maior déficit nominal das contas públicas em mais de duas décadas, segundo cálculos de economistas ouvidos pelo jornal O Globo. O indicador, que considera a diferença entre receitas e despesas do governo incluindo o pagamento de juros da dívida pública, deve alcançar 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim dos quatro anos de mandato.

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), o déficit nominal acumulado em 12 meses até junho chegou a 9,99% do PIB. O resultado, segundo análise do economista-chefe da Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero, supera os níveis registrados durante o governo Jair Bolsonaro e também os do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os números também mostram avanço da dívida bruta do setor público. Em maio, ela correspondia a R$ 10,6 trilhões, ou 81,1% do PIB. Em junho, subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. A projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI) é de que a dívida encerre o ano em 82,5% do PIB.

Na avaliação de Montero, o principal problema não é o tamanho da dívida, mas o ritmo de crescimento das despesas públicas.

“O problema está mais no fluxo do que no estoque. É querer encaixar um gasto de 110% num PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza”, afirmou ao O Globo.

Segundo o economista, os gastos públicos cresceram 12,3% acima da inflação no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O diretor-presidente da IFI, Marcus Pestana, também atribui a deterioração fiscal à combinação entre baixo crescimento econômico, juros elevados e sucessivos déficits primários. Pelas projeções da instituição, a dívida pública poderá atingir 100% do PIB em 2032 e chegar a 115% em 2036 caso não haja mudanças na trajetória fiscal.

Já o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, avalia que um déficit próximo de 10% do PIB é elevado até para os padrões históricos brasileiros. Ele ressalta, porém, que houve antecipação de pagamentos de precatórios neste ano, fator que contribuiu para inflar temporariamente o indicador.

Mesmo assim, Salto projeta que o déficit nominal deve fechar 2026 em torno de 9% do PIB, refletindo principalmente o elevado custo dos juros e a percepção de risco fiscal pelo mercado.

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