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24º BPM intervém em briga de rua e detém mulher armada com facão em Brumado Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Uma intervenção rápida evitou um desfecho violento na noite de sexta-feira (25), no bairro Brisas 4, em Brumado. Por volta das 23h20, uma mulher de 43 anos foi contida e conduzida à delegacia após ameaçar outra pessoa com um facão na Rua Pequim.

A guarnição da Rádio Patrulha do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) realizava rondas preventivas na região quando se deparou com um tumulto na via pública. No local, os policiais constataram que a suspeita, visivelmente alterada, empunhava o facão e fazia ameaças diretas contra a vítima, que estava desarmada e sem reação.

Diante do risco iminente de agressão, a equipe agiu de forma imediata para imobilizar e desarmar a mulher, neutralizando a ameaça no local.

A agressora, a vítima e a arma branca apreendida foram encaminhadas à Delegacia Territorial de Brumado, onde o caso foi registrado e as medidas legais foram adotadas.

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Brumado: Juíza explana diretrizes nacionais contra o feminicídio perante policiais do 24º BPM Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta quinta-feira (23), o 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) esteve à frente de um evento que discutiu as “Diretrizes nacionais de feminicídio” em Brumado. A juíza Janine Soares de Matos Ferraz, que atua em Vitória da Conquista, palestrou durante o encontro, que aconteceu no campus do Ifba/Brumado.

Hoje, de acordo com levantamento da PM, as principais ocorrências registradas na Delegacia Territorial de Brumado dizem respeito à violência doméstica e à violência contra a mulher.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a juíza destacou que a palestra foi um momento muito importante de capacitação da tropa do 24º BPM sobre como agir diante dessas ocorrências. O objetivo é munir o Ministério Público e o Poder Judiciário das informações necessárias para verificar se aquela ocorrência atende aos critérios de feminicídio. “Os policiais foram capacitados para saber o que observar no local do crime, no corpo da vítima, no instrumento utilizado para violência e as perguntas que devem ser feitas à vítima para configurar o ciclo de violência e o perfil feminicida”, relatou.

Ferraz disse que é fundamental ter uma tropa habilitada para identificar o perfil feminicida do autor e evitar a morte violenta da vítima, que afeta toda comunidade.

Em Brumado, com base em um projeto de justiça restaurativa, a Polícia Militar e pessoas da rede de proteção à mulher serão capacitados para que se tornem facilitadores não só de círculos de diálogo, mas também de círculos reflexivos para homens acusados de violência contra a mulher. “A ideia é prevenir e não só agir após a violência acontecer. Acima de tudo queremos mudar uma cultura violenta para, efetivamente, uma cultura em que as mulheres possam ter paz em seus lares”, ressaltou Janine.

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