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Sudoeste Baiano
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Climatologista faz alerta de baixa produtividade rural durante a primavera no sudoeste baiano Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Por conta do El Niño, as chuvas ocorrerão de forma espaçada e mal distribuídas na região sudoeste da Bahia. Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Rosalve Lucas, climatologista do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), destacou que, nos meses de setembro e outubro, as chuvas serão insuficientes para amenizar a seca.

Somente no final do mês de novembro, as chuvas acontecerão em maior intensidade. Tendo em vista essa previsão, o climatologista adiantou que a região sofrerá com problemas na distribuição de água. “Já estamos prevendo uma queda na disponibilidade de água, tanto nos rios como nos solos. Teremos sim problemas de distribuição de água e na quantidade de água disponível”, apontou.

Consequentemente, a produção rural será afetada. Rosalve disse que, com o desequilíbrio na distribuição de água, as atividades de agricultura e pecuária sofrerão um impacto negativo. Este se estenderá para o consumidor final, tendo em vista as dificuldades vivenciadas no campo e o aumento dos preços dos produtos, como leite, legumes e frutas. “É um efeito em cascata”, afirmou.  

Brasil
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Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90% Foto: Divulgação/Nottos

A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10).

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950.

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura.

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

Guanambi
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Guanambi: Secretário alerta pecuaristas e orienta venda de gado antes do período de seca Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Diante das previsões meteorológicas que indicam um período prolongado de estiagem impulsionado pelo fenômeno El Niño, o secretário de Agricultura de Guanambi, Vanderlei Florêncio, fez um alerta aos produtores rurais e pecuaristas do município. O gestor esclareceu, em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, que a pasta não dispõe de dotação orçamentária para custear a manutenção individual de rebanhos e enfatizou a importância do planejamento preventivo para evitar perdas financeiras no campo.

Para conter os impactos do período crítico na pecuária, o secretário sugeriu que os criadores comercializem o gado que já se encontra em peso ideal para o abate, garantindo boa rentabilidade e reduzindo a demanda por água e ração. “Se o gado está gordo agora, vende, aplica o dinheiro em outra coisa e vai mantendo o restante. Só o poder público não consegue, o produtor precisa fazer a parte dele. A Secretaria de Agricultura não tem recursos ilimitados para atender todo mundo”, orientou Florêncio.

Apesar do sinal de alerta para o fim do ano, a pasta informou que a situação atual do município permanece estável devido ao volume de chuvas registrado nos primeiros meses do ano, mantendo reservatórios e tanques comunitários com níveis razoáveis. A principal apreensão da gestão municipal concentra-se nos meses de outubro e novembro, caso as precipitações atrasem. Para mitigar os impactos em áreas vulneráveis, a prefeitura mantém o abastecimento humano contínuo com uma média de 30 carros-pipa distribuídos diariamente.

Sudoeste Baiano
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Sudoeste baiano deve registrar chuvas acima da média histórica em setembro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O mês de setembro reserva perspectivas otimistas para a disponibilidade hídrica no sudoeste baiano. De acordo com o prognóstico climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região do sudoeste baiano apresenta forte tendência de registrar precipitações acima da média climatológica ao longo do mês. O cenário traz expectativas de alívio para localidades do sudoeste baiano que enfrentam longos períodos de estiagem e severa redução na oferta de água.

A chegada dessas precipitações na região do sudoeste baiano é fundamental para iniciar a recuperação do nível de reservatórios, aguadas e pastagens locais. Além de reforçar o abastecimento, a previsão favorável para o sudoeste baiano beneficia diretamente os produtores rurais, impulsionando a agricultura regional e a manutenção do rebanho na criação de animais.

Apesar da previsão otimista direcionada ao sudoeste baiano, o panorama geral do Nordeste aponta que grande parte da região terá volumes apenas próximos à média, enquanto a faixa leste nordestina deve registrar índices pluviométricos abaixo do normal. Paralelamente às chuvas previstas para o sudoeste baiano, os termômetros continuam elevados em todo o estado, com temperaturas que podem ficar até 1,5°C acima da média histórica durante o período.

O Inmet ressalta que as projeções indicam uma tendência geral para o mês, o que não garante distribuição uniforme da chuva por todos os municípios do sudoeste baiano. A variação de volume entre diferentes localidades do sudoeste baiano pode acontecer, mas a sinalização de precipitações acima do normal renova a esperança das comunidades rurais da região que dependem da água para o consumo humano e a produção do campo.

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