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Mulheres sofrem ataques coletivos difamatórios em redes sociais e clamam por justiça em Urandi Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Na cidade de Urandi, um grupo de mulheres tem sido atacado coletivamente nas redes sociais com acusações difamatórias. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, uma das vítimas, que preferiu não se identificar, disse que os ataques virtuais tiveram início há cerca de 3 semanas. Segundo ela, páginas na internet estão usando imagens das vítimas para disseminar inverdades e destruir a reputação das mulheres envolvidas.

Nas postagens, são feitas graves insinuações, como traições e a realização de programas sexuais em troca de dinheiro.

O objetivo das acusações difamatórias, conforme salientou, é sujar o nome das vítimas e destruir casamentos. “Peço que nossa voz não seja calada. Isso é crime cibernético. Estão denegrindo a nossa imagem e a nossa reputação. Urandi é uma cidade muito pequena e isso não pode ficar assim”, afirmou.

As vítimas já registraram um boletim de ocorrência na delegacia local e as medidas cabíveis estão sendo tomadas para resguardar os direitos das envolvidas. Segundo apontou, as imagens de muitas mulheres íntegras e corretas estão sendo expostas e algumas delas não conseguem mais sair de casa. “Como é que vamos encarar a sociedade no outro dia? Essas imagens estão indo longe, estamos com vergonha de sair na rua. Tenho amigas que não conseguem trabalhar e estão com crise depressiva em casa”, completou.

O grupo de mulheres alvo das acusações, composto por cerca de 14 pessoas, se uniu e tem procurado todos os recursos possíveis para garantir os seus direitos e punir os responsáveis. "Vamos mover o mundo para que os responsáveis sejam descobertos", assegurou.

Vale salientar que a divulgação e compartilhamento dessas imagens é crime. As penas para crimes cibernéticos no Brasil variam conforme a conduta praticada, com punições atualizadas por legislações como a Lei 14.155/2021 e atualizações recentes no Código Penal.

Justiça
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Após escândalo do Master, crise de reputação do STF bateu recorde histórico, diz Quaest Foto: Edu Mota/Bahia Notícias

A crise reputacional do Supremo Tribunal Federal (STF) avança em ritmo acelerado, e pesquisas recentes mostram que mais da metade da população desconfia da atuação dos ministros da Corte, patamar inédito verificado pelos institutos. É o que revela a Coluna do Estadão, na edição do jornal paulista deste domingo (19).  As informações são do Bahia Notícias, parceiro do Achei Sudoeste.

De acordo com a coluna, em meio ao escândalo do Banco Master e das revelações de envolvimento de magistrados com o banqueiro Daniel Vorcaro, um recorte da última pesquisa Genial/Quaest, feita com entrevistas de 10 a 13 de abril, mostra que pela primeira vez em uma série histórica iniciada em 2022, mais da metade da população desconfia do Supremo.

O índice de brasileiros que afirmam não confiar nos ministros do STF é recorde e chegou a 53% em abril deste ano. A parcela que confia na Corte é de 41%. O restante não soube ou não respondeu.

Para se ter ideia de como a credibilidade do Judiciário vem derretendo, segundo dados obtidos pela Coluna do Estadão, na primeira vez que o levantamento foi feito pela Quaest, 56% dos entrevistados tinham avaliação positiva do STF.

O cruzamento das linhas positiva e negativa e a tendência de queda mais acentuada da credibilidade do STF ocorreram entre agosto de 2025 e março de 2026, ou seja, justamente quando o escândalo do Master estourou. Em agosto do ano passado, a maioria (50%) confiava na atuação dos ministros e 47% não.

A linha positiva começou a cair a partir de então e, em março, a descrença superou a avaliação positiva, chegando agora a 53% de desconfiança.

Os dados estratificados mostram que a percepção sobre os ministros do STF varia significativamente conforme a região e a renda do entrevistado. A maior taxa de rejeição à Corte está no Sul, com 62%, e no Sudeste, 59%. Há também a análise de que, quanto maior é a renda familiar do entrevistado, maior é a falta de confiança no Supremo.

Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 60% não acreditam no STF. Entre os que recebem até dois salários mínimos, o cenário é de empate técnico – 47% desconfiam e 45% não, aponta o recorte da Quaest divulgado pela Coluna do Estadão.

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