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Brumado
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Brumado registra aumento de queimadas irregulares e multas podem chegar a R$ 50 milhões Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Depois que a prefeitura decretou a limpeza de terrenos baldios em Brumado, tem se registrado um aumento significativo de queimadas na cidade. Os proprietários desses terrenos buscam, por meio da ação, se adequar ilegalmente às exigências estabelecidas pela municipalidade.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste, Jorge Valério, diretor municipal de educação ambiental, informou que, de acordo com o Código de Meio Ambiente do Município, as queimadas realizadas sem a devida autorização sujeitam os responsáveis a multas que variam de R$ 500 a R$ 5 mil.

Se estas causarem danos à saúde humana e ao patrimônio público, as multas variam de R$ 500 a R$ 200 mil. Já as queimadas em áreas não passíveis de autorização (urbanas) que causarem os mencionados danos, as multas podem chegar a R$ 50 milhões.

Valério chamou a atenção das pessoas para a proibição desse tipo de conduta diante dos riscos iminentes à coletividade. “Não é conveniente atear fogo em terreno dentro da cidade porque é um ambiente urbano, tem habitações para todo lado. Esse fogo ateado termina molestando a vizinhança. As queimadas que podem ser autorizadas são aquelas feitas no meio rural”, alertou.

Além disso, o diretor destacou que, nesse período de inverno em que as doenças respiratórias estão em alta, as queimadas pioram a qualidade do ar e impactam no dia a dia da população, sendo um agravante para quem sofre com quadros de alergias e síndromes gripais.

Para denunciar a ocorrência de queimadas, a população pode acionar a divisão de fiscalização ambiental, que funciona no prédio da prefeitura, localizado na Avenida Dr. Guilherme Dias, prédio do antigo Colégio Estadual de Brumado (CEB).

Educação
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Estudantes de Ipiaú utilizam pimenta e alho para produzir inseticida ecológico Foto: Divulgação/Secti

A infestação de pragas nas lavouras brasileiras é um problema expressivo e crescente. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o problema pode reduzir em até 40% a produtividade do setor, gerando perdas que podem chegar até R$ 60 bilhões por ano no Brasil.

Na busca por uma solução sustentável para o problema, os estudantes Shemuel Café, Ana Júlia de Jesus, Maria Clara, Thales Emanuel e Ana Júlia Pinto, Centro Territorial de Educação Profissional do Médio Rio das Contas, no município de Ipiaú, utilizaram pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum) para desenvolver um tipo ecológico de inseticida.

Orientados pelos professores Lucas Santos e Francisca Jucá, o grupo de cinco alunos explica o porquê da escolha por essas matérias-primas. “Utilizamos pimenta e alho por terem suas propriedades inseticidas e fungicidas naturais. Além disso, são acessíveis, de baixo custo e menos agressivos ao meio ambiente quando comparados aos produtos químicos”, afirmam os jovens.

Com os diferenciais, segundo a equipe, de ser uma alternativa ecológica, de baixo custo e produzida com matérias-primas acessíveis, o inseticida surgiu de um problema real observado no campo, que é o impacto dos agrotóxicos tanto no meio ambiente quanto na saúde humana.

Após os primeiros testes, a ideia é expandir a pesquisa para outras pragas. “O produto já apresentou resultados positivos no controle da cochonilha, o que reforça seu potencial de aplicação real no campo. Pretendemos ampliar os estudos, especialmente voltados ao combate de outras doenças, como a vassoura-de-bruxa, além de aprofundar os testes para validar ainda mais a eficácia”, garante o professor Lucas Santos.

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