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Construção civil em Guanambi passa por readequação após anos recordes, aponta CNO Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Segundo o CaptaObras, o município de Guanambi registrou 39 novas obras no Cadastro Nacional de Obras (CNO) durante o primeiro semestre de 2026. De acordo com dados obtidos pelo site Achei Sudoeste, nesta terça-feira (22), o resultado representa um recuo de 19% em relação aos 48 empreendimentos iniciados no mesmo período de 2025 e fica abaixo das 49 obras de 2024. Apesar da retração pontual, o desempenho consolida o terceiro maior primeiro semestre da série histórica do município iniciada em 2016, mantendo a cidade em um patamar elevado de atividade imobiliária, com margem para crescimento devido à possibilidade de cadastros retroativos na Receita Federal.

A principal responsável pela queda no volume total foi a construção de residências unifamiliares, que caiu de 33 para 22 unidades no comparativo semestral (-33%). Os registros por pessoas físicas acompanharam essa tendência de desaceleração, recuando de 32 para 19 canteiros. Em contrapartida, os projetos formalizados por empresas (CNPJ) apresentaram alta, passando de 16 para 20 empreendimentos, com avanços numéricos nos segmentos comercial, de galpões industriais e de residências multifamiliares.

O centro da cidade se destacou como o principal polo de novos investimentos, concentrando 4 obras que representam juntas metade de toda a metragem quadrada declarada no município no período (38,9 mil m² de um total de 77,7 mil m²). O destaque do setor público na região central fica por conta de um edifício de garagens com 22,8 mil m², além de dois projetos comerciais de 7,7 mil m² e 4,9 mil m², sob responsabilidade do município e do fundo municipal de saúde. No setor privado no Centro, destaca-se um empreendimento comercial de 3,6 mil m².

No âmbito privado fora do Centro, o município registrou importantes projetos de grande porte — aqueles com área igual ou superior a 1.000 m² —, que subiram de 3 para 7 canteiros no semestre. O maior deles é um residencial multifamiliar no bairro Santa Catarina, somando 21,5 mil m² declarados. Outro destaque é um imóvel comercial no bairro Paraíso, com 11,3 mil m². Os bairros Brasília e Ipanema também figuram entre os locais com novas obras no período.

O saldo recente é reflexo de um ciclo de forte expansão vivenciado por Guanambi. O município registrou os dois maiores anos da sua história na construção civil em 2024 (119 obras) e 2025 (112 obras). No acumulado do triênio 2023-2025, a cidade somou 312 obras, um salto de 58% em comparação ao triênio 2019-2021, que contabilizou 198 projetos. Atualmente, o CNO possui 844 obras cadastradas no histórico de Guanambi, com 370 delas mantendo situação ativa no sistema.

Economia
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Déficit do setor público sobe para R$ 55,3 bilhões em junho Foto: Divulgação

O setor público consolidado – União, estados, municípios e empresas estatais – teve déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, segundo o relatório Estatísticas Fiscais, divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

Em junho do ano anterior (2025), o déficit estava em R$ 47,1 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o déficit do setor público consolidado chegou a R$ 157,2 bilhões, o que equivale a 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). O resultado foi 0,06 p.p. (ponto percentual) acima do déficit acumulado registrado em maio.

Os gastos do setor público consolidado com juros nominais ficaram em R$ 110,7 bilhões em junho, ante R$ 61,0 bilhões registrados em junho de 2025.

“Contribuiu para o crescimento a evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026)”, detalhou o BC.

De acordo com a autoridade monetária, considerando o acumulado em 12 meses (até junho de 2026), os juros nominais alcançaram R$ 1,16 trilhões (8,80% do PIB). No mesmo período de 2025, o acumulado estava em R$ 912,3 bilhões (7,41% do PIB).

O BC lembra que o resultado nominal do setor público consolidado (resultado primário e juros nominais apropriados) foi deficitário em R$ 166 bilhões no mês de junho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal ficou em R$ 1,31 trilhões (9,99% do PIB) – resultado 0,38 p.p. acima do obtido no mês anterior.

Governo Central, governos regionais e empresas estatais apresentaram, respectivamente, déficits de R$ 47,2 bilhões, R$ 6,6 bilhões e R$ 1,5 bilhão, segundo o relatório.

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