Foto: Reprodução/Instagram Em transmissão ao vivo realizada pelo Instagram, na sexta-feira (30), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rompeu o silêncio e declarou que decidiu deixar o Brasil após ser intimado pela Polícia Federal para entregar seus passaportes. Na primeira declaração pública desde a sua partida, o parlamentar confirmou ter consultado a esposa antes de viajar, mas evitou detalhar a logística, os custos e a eventual cooperação de autoridades estrangeiras no deslocamento.
Flávio relatou que a abordagem dos agentes federais ocorreu por volta das 10h30, no momento em que saía da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o senador, a entrega da intimação foi presenciada pelo ex-presidente. Logo após o episódio, o parlamentar afirmou ter dito ao pai que já compreendia as intenções das autoridades e que sabia qual atitude precisava tomar.
Após a conversa com a esposa, Fernanda Bolsonaro, o senador organizou a viagem com a família rumo ao exterior. A travessia inicial ocorreu por via terrestre, através da fronteira com a Argentina, com a presença da mulher e das duas filhas do casal, conforme confirmação oficial das autoridades argentinas. Na noite de terça-feira (27), a família embarcou em uma aeronave particular que realizou escala técnica em Guayaquil, no Equador, ponto em que o plano de voo foi formalmente alterado com destino a Miami.
O pouso em solo norte-americano ocorreu na quarta-feira (28), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, por volta das 9h23 no horário local (10h23 em Brasília), segundo registros de monitoramento aéreo do FlightRadar. De acordo com informações publicadas pelo jornal The New York Times, a aeronave particular teria sido articulada por Jason Miller, assessor de Donald Trump, em contato com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), radicado nos Estados Unidos.
Ainda segundo fontes do governo norte-americano ouvidas pela publicação, o ingresso de Flávio Bolsonaro em território americano teria recebido garantias de Trump. O senador utilizou passaporte diplomático para ingressar no país, documento que constava como cancelado pela PF desde segunda-feira por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A família do parlamentar deverá receber visto de permanência emitido pelos Estados Unidos.