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Saúde
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Anvisa proíbe importação, venda e uso do medicamento para emagrecer T36 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu expressamente a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36 no Brasil. O produto pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. A resolução oficial com a determinação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (16).

Em nota oficial, o órgão regulador informou que o T36 não possui registro sanitário no país, o que significa que o produto jamais passou pelas avaliações obrigatórias de segurança, qualidade e eficácia. A medida visa proteger a saúde pública e retirar do mercado substâncias sem procedência comprovada.

A ação faz parte de uma ofensiva recente da agência contra a venda ilegal desse tipo de fármaco. No último dia 8, a Anvisa já havia bloqueado a comercialização de canetas emagrecedoras pelo site gopharma.shop. A plataforma anunciava produtos sem registro à base de tirzepatida e outros com suposto princípio ativo de retatrutida — substância que ainda não foi aprovada por órgãos de saúde em nenhum país do mundo.

Entre os itens barrados pela agência no e-commerce estavam marcas como T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, que já tinham proibição expressa de entrada no país. Além de suspender a publicidade e a venda, a Anvisa determinou a apreensão imediata de todos os lotes desses produtos em circulação.

O órgão fez questão de reforçar que plataformas e sites genéricos não têm autorização legal para vender medicamentos de qualquer espécie. A legislação brasileira determina que o comércio de fármacos é exclusivo de farmácias e drogarias devidamente regularizadas, seja em lojas físicas ou em seus portais digitais oficiais.

A Anvisa alertou ainda sobre os graves riscos associados ao consumo de substâncias adquiridas fora dos canais autorizados. Produtos comprados em sites irregulares não oferecem garantias sobre sua composição, condições de conservação ou origem, colocando em risco a vida dos consumidores ao utilizarem fórmulas potencialmente adulteradas ou ineficazes.

Vitória da Conquista
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Carga ilegal de Tirzepatida é interceptada pela PRF em ônibus na BR-116 em Vitória da Conquista Foto: Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.133 ampolas do medicamento Tirzepatida, utilizado para emagrecimento, na tarde de terça-feira (15). A interceptação ocorreu durante uma fiscalização na BR-116, na altura de Vitória da Conquista. A substância sem registro sanitário era transportada em um ônibus que fazia a linha intermunicipal entre Campo Grande (MS) e Recife (PE).

A abordagem foi realizada por volta do meio-dia, no km 830 da rodovia. Ao inspecionarem o compartimento de bagagens na parte traseira do veículo, os policiais localizaram uma mochila preta suspeita no bagageiro superior.

Dentro do compartimento, os agentes encontraram seis caixas de iPad que apresentavam sinais visíveis de adulteração e lacres incompatíveis com os originais de fábrica. Ao abrirem as embalagens dos eletrônicos, os policiais descobriram centenas de ampolas do fármaco sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização ou transporte no país.

O passageiro proprietário da mochila foi identificado e detido em flagrante. Ele foi conduzido, junto com todo o material apreendido, à Delegacia de Polícia Civil de Vitória da Conquista, onde responderá pelo crime relativo ao transporte de medicamentos sem o devido registro no órgão regulador.

Vitória da Conquista
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Vitória da Conquista: Polícia Civil apreende 124 ampolas de tirzepatida em ônibus Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma denúncia anônima levou a Polícia Civil a interceptar um carregamento clandestino de tirzepatida, substância comercializada sob o nome de Mounjaro, na tarde deste sábado (4). A apreensão de 124 ampolas do medicamento de 15 mg — altamente procurado para o tratamento de diabetes tipo 2 e perda de peso — aconteceu durante uma blitz no anel viário de Vitória da Conquista.

Investigadores da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) monitoravam o trecho após receberem informações de que o medicamento cruzaria a região em um ônibus de viagem interestadual. Ao revistar o veículo, os agentes encontraram as ampolas guardadas em uma caixa de papelão comum, sem qualquer tipo de refrigeração ou isolamento térmico, violando frontalmente as regras de conservação exigidas pelo fabricante para garantir a eficácia e a segurança do produto.

O Mounjaro possui um alto valor comercial no mercado regulamentado, o que tem alimentado o comércio ilegal e o contrabando da substância. Por depender de autorizações rigorosas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação e venda, o transporte irregular do fármaco pode configurar crime de contrabando, além de graves infrações sanitárias que colocam em risco a saúde de potenciais compradores.

Como nenhum passageiro se identificou como proprietário do lote, apenas o motorista do ônibus foi conduzido à delegacia para prestar depoimento como testemunha e foi liberado em seguida. Todo o material foi apreendido e encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por perícia oficial para atestar a autenticidade do medicamento. A Polícia Civil mantém as investigações em curso para rastrear a rota do ônibus, identificar o remetente e descobrir quem receberia a carga milionária.

Jequié
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Operação Calamus prende profissional de saúde em Jequié Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um enfermeiro de 40 anos foi preso em flagrante durante a Operação Calamus, deflagrada nesta terça-feira (18), pela Polícia Civil, em Jequié. Ele é investigado por comercializar ilegalmente a substância tirzepatida, medicamento utilizado em protocolos de emagrecimento. A prisão ocorreu na residência do investigado, no bairro Alto do Cemitério, onde foram apreendidos 29 frascos da substância.

A operação teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, no âmbito de investigação que apura a comercialização ilegal do medicamento. Durante as diligências, foram cumpridos mandados em residências de oito investigados, distribuídos nos bairros Centro, Mandacaru, Joaquim Romão, Cidade Nova e São Judas. Entre os alvos, estão três profissionais da área de saúde e cinco pessoas apontadas como responsáveis pela divulgação e comercialização dos produtos por meio de redes sociais.

De acordo com as investigações, o grupo atuava na venda clandestina da substância, sem autorização dos órgãos competentes, utilizando plataformas digitais para anunciar e distribuir o material. Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 60 frascos de tirzepatida e cerca de 300 seringas descartáveis, que seriam utilizadas na aplicação do medicamento. Além disso, a equipe apreendeu celulares, documentos e outras medicações vendidas ilegalmente.

A operação, realizada pela Delegacia Territorial de Jequié, contou com o apoio de equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Central) e das Delegacias de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e Territorial de Ipiaú (DT/Ipiaú).

O preso, que também possui graduação em medicina em uma universidade do Paraguai, permanece à disposição do Poder Judiciário. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a rede de comercialização ilegal na região.

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