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Outubro Rosa: Colaboradora descobre câncer de mama e celebra remissão em Brumado Foto: Divulgação

Aos 41 anos, a analista de Sistema da Qualidade Maria José Monteiro não apresentava dores, caroços, nódulos ou histórico familiar recente de câncer de mama. Sem ter realizado uma mamografia anteriormente por acreditar que a indicação do exame ocorria apenas a partir dos 50 anos, a moradora de Brumado decidiu fazer o rastreio preventivo em 2022 após ser motivada por uma conversa sobre a campanha Outubro Rosa no ambiente de trabalho. O exame deu início a uma investigação que revelou o diagnóstico precoce de câncer de mama e impulsionou o início imediato do tratamento.

Após a confirmação por meio de ultrassom e biópsia, a rotina de Maria passou por etapas de quimioterapia, cirurgia, imunoterapia e, atualmente, pela hormonioterapia. Passado o impacto inicial da notícia e o receio do impacto na criação de sua filha, ela encontrou sustentação na fé, no suporte familiar e na manutenção parcial de suas atividades profissionais por meio do modelo de trabalho remoto (home office). Estar ativa nas rotinas corporativas durante mais de um ano ajudou a preservar o sentimento de utilidade ao longo das etapas mais complexas do processo de reabilitação.

Hoje em estado de remissão, a analista transformou a experiência em um propósito pessoal de conscientização, aproveitando as oportunidades de diálogo profissional para sensibilizar colegas sobre os exames preventivos. A identificação das lesões em estágio inicial foi decisiva para o sucesso do tratamento, alinhando-se a dados epidemiológicos do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do A.C.Camargo Cancer Center, que apontam taxa de sobrevida de 96% em cinco anos para casos descobertos na fase I.

Iniciativas voltadas à promoção da saúde no ambiente corporativo reforçam que a prevenção ativa e a facilitação do acesso a exames preventivos são cruciais para alterar prognósticos. O caso exemplifica de que forma a circulação de informações e a quebra de mitos sobre idades mínimas para exames preventivos salvam vidas, permitindo que a detecção precoce abra espaço para a cura, o recomeço e a qualidade de vida.

Saúde
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Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20), no Diário Oficial da União, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) desenvolvido pelo laboratório Roche para tratamento de um tipo de câncer que acomete o sistema linfático que integra a defesa imunológica do corpo.

O Columvi – em combinação com gencitabina e oxaliplatina – é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante (quando o câncer retorna) ou refratário, quando não responde aos tratamentos iniciais.

O produto biológico também é recomendado aos pacientes sem condições clínicas elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT), procedimento que usa células-tronco da própria pessoa no tratamento do linfoma.

Em nota, a agência reguladora disse que o novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com câncer agressivo.

“O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais”, diz o comunicado. As informações são da Agência Brasil.

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