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Brumado
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Brumado: SMTT orienta uso seguro das bicicletas elétricas observando a legislação de trânsito Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Após as queixas apresentadas pelo vereador Reinaldo de Almeida Brito quanto à necessidade de fiscalizar com maior rigor a circulação de bicicletas elétricas no trânsito de Brumado, o superintendente municipal de trânsito e transportes, Osmar Botelho, falou ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar sobre o tema.

Botelho disse, embora tenha ciência do aumento considerável desse tipo de veículo no sistema viário municipal, a atuação dos agentes esbarra na regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contram). “A grande questão é que existe uma regulamentação pelo Contram que limita algumas ações nossa. A gente sempre orienta usar capacete e também seguir as regras e leis de trânsito”, afirmou.

Hoje, segundo o superintendente, se os condutores de bicicletas elétricas são flagrados infringindo o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), os agentes de trânsito fazem a abordagem e recolhem, se for necessário, o veículo elétrico ao pátio. Ele ressaltou que as bikes elétricas devem seguir os mesmos princípios dos demais veículos que fazem parte do sistema viário.

Questionado sobre o uso dessas bicicletas por menores de idade, Botelho explicou que, abaixo de 1 mil watts, não existe regulamentação que proíba esse tipo de condução. “Elas não se enquadram na resolução que existe, por isso ficamos de mãos atadas. Como profissional, eu não concordo, mas infelizmente estão dando essa colher de chá”, apontou.

A previsão é de que essas bikes elétricas (abaixo de 1 mil watts) serão regulamentadas em um futuro próximo, visto que o envolvimento dos veículos em irregularidades no trânsito, não só em Brumado, mas em todo país, têm aumentado, inclusive com o registro de óbitos. “O pai que entrega ao seu filho adolescente uma bicicleta dessas sem capacete e o mínimo de instrução tá cometendo uma falha que pode causar uma lesão ou algo mais grave a ele”, alertou.

Economia
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Exportações baianas têm queda de 6,1% em maio Foto: Foto: Jean Vagner/SEI

As exportações baianas atingiram US$ 815,7 milhões no mês de maio, registando o menor valor para as vendas externas do ano. O resultado foi condicionado pelo reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios também mais fracos (-0,29%), quando comparados com o mesmo mês do ano passado. Em contrapartida, as importações deram um salto expressivo de 65,9%, alcançando US$ 1,09 bilhão, puxadas fortemente pelo aumento nas compras de bens de consumo, com destaque para a forte participação de veículos elétricos chineses, num movimento de antecipação de importações face à normalização dos incentivos fiscais prevista para julho. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan) com base nos registos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A redução do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxada pelo refino, que só em maio reduziu a quantidade exportada em 83,1%. Esta quebra foi reflexo de paradas para manutenção e da taxação das exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo em março para proteger o mercado interno diante da crise global do produto após a guerra no Irã, num momento de crescente procura de combustível fóssil no país. Também se verificou uma redução, em menor magnitude, nos embarques de derivados de cacau (-14,9%), produtos químicos (-8,4%) e celulose (-6,5%). Na indústria extrativa houve recuo devido à quebra nas vendas de minério de cobre e níquel, apesar do aumento das exportações de ouro, que continua com preços em alta impulsionado por tensões geopolíticas.

Por outro lado, o setor da agropecuária registou um aumento de 26,9% no valor dos embarques face ao mesmo mês do ano passado, fortemente impulsionado pelas vendas de soja. No recorte por países, as exportações para a China, principal destino dos produtos baianos, cresceram 22,1% em maio. Já para os Estados Unidos, as vendas caíram 27,8%, sendo o país superado pelo Canadá e Países Baixos. A participação norte-americana nas exportações baianas seguiu em baixa, caindo de 8% no acumulado até maio de 2025 para 6,3% em igual período deste ano, com tendência de queda acrescida devido à nova tarifa de 25% proposta pelo USTR baseada na Seção 301, que entrou em consulta pública e poderá atingir até cerca de 21% do que a Bahia exporta para os americanos.

No balanço das importações, além do crescimento nos bens de consumo, registou-se ainda um avanço expressivo de 116,3% nos bens de capital (máquinas e equipamentos) e de 20% em bens intermediários (como fertilizantes, trigo e químicos), contrapondo o recuo de 23% nas compras de combustíveis. No panorama regional global, as vendas totais para a Ásia caíram 6,8% no mês passado e para a América do Sul recuaram 45%, enquanto os fluxos para a União Europeia cresceram 3,4% e para a América do Norte subiram 0,5%.

Nos primeiros cinco meses do ano, o estado acumulou um superávit comercial de US$ 29,4 milhões. Este saldo positivo é o resultado de exportações consolidadas de US$ 4,68 bilhões (+0,8%) e de importações de US$ 4,65 bilhões (+21,1%) face ao mesmo período de 2025. A corrente de comércio global da Bahia, que representa a soma das exportações e importações, alcançou a marca de US$ 9,32 bilhões até maio, consolidando uma alta de 10%.

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