Em entrevista ao site Brumado Notícias, o prefeito Aguiberto Lima Dias (SDD) falou sobre o Centro de Detenção Provisório (CDP). Segundo o gestor, o presídio é uma necessidade antiga do município. Ele destacou que o projeto que versa sobre o terreno do CDP deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores ainda hoje (30). O prefeito espera que os parlamentares aprovem o documento dada a sua importância. Se aprovado, o CDP será construído na entrada da empresa Xilolite, próximo à Lagoa Funda. Segundo Aguiberto, o local foi inspecionado e já foi aprovado, pois corresponde as condições exigidas: fácil acesso, água potável e energia elétrica. O projeto deve ser votado na Casa Legislativa na próxima segunda-feira (02).
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Além da empresa, o ex-diretor-presidente, José Roberto Camargo, foi condenado por malversação de recursos repassados pelo Fundo de Investimentos do Nordeste. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias). Fruto de uma ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em Vitória da Conquista, a Justiça Federal condenou as Indústrias Químicas Xilolite, localizadas em Brumado, e o espólio de seu ex-diretor-presidente, José Roberto Camargo, a devolverem mais de 5,5 milhões de reais à União. A justificativa dada para a condenação é a malversação de recursos repassados pelo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) na década de 1990. O Finor foi criado em 1974 e visava proporcionar mais eficácia na canalização de recursos destinados a financiar o desenvolvimento da região Nordeste, Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Norte do Espírito Santo. Mas denúncias da imprensa, feitas em 2000, sobre possíveis casos de superfaturamento e utilização de notas ficais frias na aplicação de recursos do Fundo fez com que o MPF iniciasse uma investigação. Em 2010, o Ministério Público entrou com uma ação na Justiça, já que as denúncias foram comprovadas e o Finor, ao invés de colaborar para a elevação do padrão de vida e emprego na região nordeste, estava desperdiçando recursos, com desvio de mais de R$ 5,5 milhões. A decisão da Justiça, para o MPF, atende ao pedido de reparação do prejuízo aos cofres públicos. Como o ex-diretor-presidente faleceu em setembro de 2010, a sentença dada a ele deve ser executada a partir do conjunto de bens deixados aos seus herdeiros – espólio.