Em sua maioria estudantes, os manifestantes do Movimento Libertário Unido (MLU) cobram dos vereadores de Brumado projeto de lei que proponha a mudança de nome da Biblioteca Municipal Jarbas Passarinho. Os manifestantes justificam a reivindicação com base no fato de Jarbas Passarinho ter sido ministro durante o período da ditadura militar. “É inaceitável que o local de acesso popular ao conhecimento carregue o nome de um ministro da ditadura militar, que foi o período mais sombrio da política no Brasil. Jarbas Passarinho esteve a serviço das forças conservadoras e autoritárias, que mandou torturar e assassinar estudantes que lutavam pelo regime democrático”, explicaram os manifestantes ao site Brumado Notícias. Como sugestão, os membros do MLU indicaram o nome do educador Paulo Freire. “Além de educador, Paulo Freire foi criador de várias obras e de uma pedagogia que possibilita a emancipação do indivíduo através da educação”, destacaram. A proposta foi apresentada aos vereadores, que irão se posicionar após o recesso do legislativo, que se encerra no dia 08 de agosto.
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Narração automática (IA)A sessão na Câmara de Vereadores de Brumado realizada na noite da última segunda-feira (15) foi marcada pela presença de membros do Movimento Libertário Unido (MLU), professores, defensores dos animais, ambientalistas, portadores de deficiência e outros segmentos. Com faixas e cartazes, o grupo protestou e levou uma pauta de reivindicações que foi lida por dois membros do MLU durante a sessão. Entre as exigências, os manifestantes cobraram a criação de comissões de saúde e educação, maior inclusão social, transparência e participação popular, maior incentivo à cultura e ao esporte, melhorias quanto ao transporte, acessibilidade, meio ambiente e comunicação. Os parlamentares ouviram atentamente as reivindicações. Em entrevista ao site Brumado Notícias, Túlio Ricardo Pina e Wambergue Barros, integrantes do Movimento Libertário, declararam que o movimento estará presente em todas as sessões do legislativo para pressionar os vereadores e poderes públicos até que toda a pauta de reivindicações seja atendida.
“Temos uma pauta imediata para ser cumprida e ainda mais duas de médio e longo prazo. Vamos continuar aqui na Câmara e nas ruas até que as nossas demandas sejam atendidas”, garantiu Wambergue, que foi apoiado pelos membros do movimento. “A Casa Legislativa é a casa do povo, então vamos ocupar o que é nosso até que os nossos legisladores consigam com seus projetos atender as nossas reivindicações de melhorias para a nossa cidade”, pontuou Túlio Pina. Embora tenham aprovado a iniciativa dos manifestantes, os parlamentares questionaram a saída dos mesmos antes do pronunciamento dos vereadores. Castilho Viana (PSB) não entendeu a atitude dos protestantes. “É o local certo para eles virem reivindicar e cobrar, mas não entendemos como é que eles vieram fizeram uso da tribuna livre, cobraram e não esperaram os nossos pronunciamentos para saberem o posicionamento de cada vereador quanto ao que foi apresentado em pauta. É certo que se cobre e é sábio que se escute a palavra de quem é cobrado”, argumentou o vereador.