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#AgriculturaSustentável

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Paramirim
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Agricultores de Caturama e Paramirim realizam intercâmbio focado em agroecologia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na quinta-feira (30), um intercâmbio intermunicipal foi promovido pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater Biomas) na cidade de Paramirim.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Luciane Martins, coordenadora de comunicação da Divina Providência, destacou que o intercâmbio é uma atividade que faz parte do projeto Ater Biomas, cuja finalidade é proporcionar aos agricultores participantes um momento de troca sobre experiências inovadoras no meio rural.

Na programação do intercâmbio, 24 agricultores do município de Caturama visitaram as instalações da Escola Família Agrícola (EFA). Segundo Martins, professores e monitores da unidade transmitiram aos agricultores algumas experiências agroecológicas praticadas na EFA, como canteiros econômicos, enxertia de mudas e viveiros. A ideia é que os agricultores possam levar essas práticas para suas comunidades.

O projeto Ater Biomas trabalha na perspectiva da transição agroecológica com o objetivo de conscientizar os agricultores para que deixem de utilizar agrotóxicos em suas lavouras, passando a cultivar de forma natural e sustentável ecologicamente.

A coordenadora explicou que a proposta da iniciativa é prestar a assistência técnica necessária para que os agricultores mudem gradativamente a maneira de plantar, usando produtos naturais ao invés de defensivos químicos agrícolas. “Essa alternativa, além de contribuir com o meio ambiente, impacta na questão da saúde porque os produtos agroecológicos são muito mais saudáveis. Se o agricultor usa veneno em sua propriedade prejudica a sua saúde e a de quem consome esses alimentos”, salientou.

Na região, diversos agricultores já passaram a produzir agroecologicamente com o apoio da Ater Biomas. A mudança representa um grande avanço para a agricultura e para o meio ambiente.

Chapada Diamantina
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Cidades da Chapada Diamantina participam do projeto de polinização alemão Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento (Asamil), referência em processos de transformação social e ambiental com foco na convivência com o semiárido e na agroecologia, está mobilizando um projeto de polinização na região de Livramento de Nossa Senhora.

O Projeto Ação Regional para Melhorar a Proteção dos Insetos Polinizadores e dos Serviços de Polinização na América Latina e no Caribe (Poli-LAC) é uma iniciativa do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente da Alemanha, que conta com o apoio de diversos parceiros institucionais.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Catarina Camargo, coordenadora de projetos socioambientais da Asamil, explicou que o objetivo do projeto é melhorar a proteção dos insetos polinizadores e os serviços de polinização, que são fundamentais para garantia da nossa existência enquanto seres-humanos no planeta.

A iniciativa está sendo desenvolvida em cinco países da América Latina. No Brasil, as cidades de Livramento de Nossa Senhora, Rio de Contas, Ibicoara e Mucugê foram contempladas com o projeto.

Segundo Camargo, uma série de ações são implementadas em propriedades de cultivo de café e maracujá visando ampliar o conhecimento das pessoas sobre a importância dos insetos polinizadores. “Sem os polinizadores não existe comida. Mais de 70% dos alimentos que a gente come dependem diretamente dos polinizadores. Grande parte deles são as abelhas”, ressaltou.

O projeto busca mostrar a importância do manejo correto desses insetos, a partir da execução de práticas amigáveis nas propriedades rurais, para manutenção da vida na terra. Como responsável pela assistência técnica e manutenção rural na região, a Asamil tem trabalhado com as duas culturas chave na região (café e maracujá), expandindo os conhecimentos nessa primeira etapa para maior conservação dos insetos polinizadores.

A implementação dessas práticas amigáveis nas propriedades é feita com todo suporte da Asamil, por meio de sua equipe técnica.

Livramento de Nossa Senhora
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Livramento de Nossa Senhora adere a projeto internacional de preservação ambiental Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora oficializou uma parceria com o projeto internacional Poli-LAC (Ação Regional para Melhorar a Proteção dos Insetos Polinizadores e dos Serviços de Polinização na América Latina e no Caribe). O acordo reforça o compromisso do município com a preservação ambiental, o fortalecimento da agricultura local e o desenvolvimento sustentável.

O encontro que selou a cooperação contou com a prefeita Joanina Sampaio, o secretário municipal de Agricultura, Ricardo Juvelino, e as coordenadoras de campo do Poli-LAC, Maura Pezzato e Catarina Camargo. Também esteve presente Dilto Aguiar, coordenador de projetos da Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento (Asamil). Com o apoio institucional garantido, a prefeitura vai colaborar diretamente na execução das atividades e na articulação necessária para o avanço do projeto no município.

O foco central do Poli-LAC é proteger insetos polinizadores nativos e manejados, que são essenciais para a biodiversidade, o equilíbrio dos ecossistemas, a produção de alimentos e a geração de renda das comunidades rurais. A iniciativa opera no Brasil, Costa Rica, México, Paraguai e Peru para fortalecer políticas públicas e práticas agrícolas sustentáveis.

No Brasil, o projeto é implementado pela agência alemã GIZ em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O financiamento é do Ministério Federal Alemão para o Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor (BMUV), por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI). A rede de apoio inclui ainda o IICA, a REBIPP, a FACEPE e os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário.

Em Livramento de Nossa Senhora, a Asamil foi a entidade selecionada pelo projeto para dar assistência técnica e extensão rural aos produtores que aderirem à iniciativa. Essa atuação direta no campo pretende ampliar o alcance das ações e consolidar práticas agrícolas mais sustentáveis na região.

Brumado
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Jornada Ecológica debate conscientização e preservação ambiental em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Ao longo da semana, a Prefeitura de Brumado, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiental, promoveu uma Jornada Ecológica em alusão ao mês do meio ambiente. A ideia é discutir a conscientização e a preservação ambiental com diversas ações, inclusive nas escolas.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Ana Gama, coordenadora do Fundamental II na rede municipal de ensino, destacou que falar sobre consciência ecológica nas escolas é muito importante, visto que os alunos são disseminadores desse conhecimento, que precisa e deve ser compartilhado. A ideia, conforme salientou, é convocar os estudantes para cuidar do meio ambiente, do qual são parte, lançando sobre ele um olhar sensível e de cuidado. “Um olhar descolonizador do meio ambiente, um olhar que não seja exclusivamente para extrair, derrubar, mas sim para cuidar, acolher, pensando nas gerações futuras”, declarou.

Durante a jornada, Gama defendeu que ‘a alimentação saudável vai adiar o fim do mundo’. Ela explicou que comer de forma saudável retardará o fim da humanidade na medida em que evitará problemas de saúde. “A educação ambiental e alimentar são salutares nas escolas justamente para conscientizarmos os nossos jovens sobre o que consumir. Estamos fazendo uma reeducação, um alinhamento, para descolonizador o nosso olhar para o meio ambiente”, completou.

Representando a Associação Divina Providência, a articuladora social Raissa Santos também se posicionou em defesa da agroecologia. Nascida e criada na zona rural, a jovem acredita que o uso sustentável dos recursos naturais manterá a humanidade por mais tempo na terra.

Presidente do Conselho Rural de Desenvolvimento Sustentável, Cláudio Ribas disse que, no Dia Nacional da Conscientização Ambiental, é muito pertinente falar sobre o assunto. Várias autoridades relacionadas ao meio ambiente enriqueceram as discussões e puderam esclarecer as dúvidas do homem do campo durante a reunião do conselho. Na iminência de um El Niño mais severo, Ribas afirmou que é fundamental convocar os agricultores e produtores rurais para debater o clima e o meio ambiente. “Temos que discutir o meio ambiente todos os dias”, apontou.

Entre os palestrantes no evento esteve o coordenador da Divisão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiental, Jorge Valério. Ele enfatizou a importância de falar acerca do aquecimento global, das mudanças climáticas e dos eventos extremos, que são uma realidade atual. “Precisamos nos preocupar com a sustentabilidade”, defendeu.

Paramirim
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Decisão judicial obriga Estado e Inema a fiscalizar usuários de água no Vale do Paramirim Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), o Município de Paramirim, adotou, na última terça-feira (8), uma série de medidas estruturantes voltadas à regularização do uso da água na Bacia do Rio Paramirim. Essas ações decorrem de uma Ação Civil Pública ajuizada pela Promotoria Regional Ambiental de Guanambi, que solicita à Justiça a adoção de providências para assegurar a gestão adequada e sustentável dos recursos hídricos na região.

No documento, a Justiça determinou que o Estado da Bahia e o Inema implementem um conjunto de providências, entre elas o cadastramento e a fiscalização dos usuários de recursos hídricos, bem como a suspensão de captações irregulares. Também foi exigida a adoção de métodos de irrigação mais eficientes e a implantação de infraestrutura essencial, como a eletrificação rural, necessária para viabilizar a modernização das práticas produtivas no campo.  A ação é baseada no reconhecimento do uso insustentável da água na região, especialmente no Vale do Paramirim. Um dos principais problemas apontados é a predominância da irrigação por inundação, uma técnica obsoleta e pouco eficiente, que consome grandes volumes de água e causa impactos negativos ao meio ambiente.

A reunião contou com a presença de representantes de instituições públicas e do poder político local, entre eles o presidente do Comitê da Bacia do Rio Paramirim, Anselmo Caíres; o representante do Inema, Lucas Sampaio; o prefeito de Caturama, Antônio Leão; vereadores da região e integrantes da sociedade civil. Durante o encontro, o promotor de Justiça regional ambiental Jailson Trindade destacou o papel do MPBA como autor da ação judicial e como agente na busca de soluções para os conflitos socioambientais da região. Ele ressaltou a importância do diálogo e da atuação conjunta entre os diferentes envolvidos, considerando os impactos econômicos, sociais e ambientais do uso da água. O promotor também enfatizou a necessidade de mudanças na gestão dos recursos hídricos e defendeu a elaboração urgente de um diagnóstico técnico sobre a oferta e a demanda de água na Bacia do Rio Paramirim, fundamental para garantir segurança hídrica, uso racional e sustentabilidade ambiental.

Sudoeste Baiano
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Jovens cientistas de Itororó produzem sabonete à base de capim-limão Foto: Hellionadia Aguiar/GOVBA

Muito popular no Brasil, o capim-limão (Cymbopogon citratus), também conhecido como capim-santo, chamou atenção das estudantes Thaís Oliveira e Sabrina Lopes, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Sudoeste Eurides Evangelista Pinto, no município de Itororó. Ao pesquisar as propriedades da planta, as jovens tiveram a ideia de desenvolver um sabonete utilizando esta matéria-prima.

A iniciativa deu tão certo que o produto desenvolvido foi destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. A professora orientadora da dupla, Laise Estefanes, conta que o pensamento era criar um sabonete, de forma sustentável, que não prejudicasse tanto o meio ambiente, como acontece com os disponíveis no mercado.

“Nosso produto tem como diferencial o uso de capim-limão cultivado na horta da própria escola, garantindo uma matéria-prima natural e de fácil acesso. Priorizamos a sustentabilidade, com recursos disponíveis no ambiente escolar, incentivando o aproveitamento consciente e a educação ambiental”, afirma.

A professora visualiza a educação científica e empreendedora como oportunidade de futuro para jovens de todas as idades. “Projetos como esse aproximam os alunos da pesquisa científica de forma aplicada, permitindo que eles compreendam na prática conceitos de química, biologia e controle de qualidade”, lista.

Segundo Thaís e Sabrina, as próximas etapas do projeto já estão mapeadas e envolvem aprimorar a formulação do sabonete e ampliar o foco em sustentabilidade. “Pretendemos seguir a pesquisa para encontrar mais matérias-primas sustentáveis, buscando ingredientes que tenham menor impacto ambiental e que possam ser obtidos de forma consciente”, concluem.

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