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Brumado
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Jornada Ecológica debate conscientização e preservação ambiental em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Ao longo da semana, a Prefeitura de Brumado, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiental, promoveu uma Jornada Ecológica em alusão ao mês do meio ambiente. A ideia é discutir a conscientização e a preservação ambiental com diversas ações, inclusive nas escolas.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Ana Gama, coordenadora do Fundamental II na rede municipal de ensino, destacou que falar sobre consciência ecológica nas escolas é muito importante, visto que os alunos são disseminadores desse conhecimento, que precisa e deve ser compartilhado. A ideia, conforme salientou, é convocar os estudantes para cuidar do meio ambiente, do qual são parte, lançando sobre ele um olhar sensível e de cuidado. “Um olhar descolonizador do meio ambiente, um olhar que não seja exclusivamente para extrair, derrubar, mas sim para cuidar, acolher, pensando nas gerações futuras”, declarou.

Durante a jornada, Gama defendeu que ‘a alimentação saudável vai adiar o fim do mundo’. Ela explicou que comer de forma saudável retardará o fim da humanidade na medida em que evitará problemas de saúde. “A educação ambiental e alimentar são salutares nas escolas justamente para conscientizarmos os nossos jovens sobre o que consumir. Estamos fazendo uma reeducação, um alinhamento, para descolonizador o nosso olhar para o meio ambiente”, completou.

Representando a Associação Divina Providência, a articuladora social Raissa Santos também se posicionou em defesa da agroecologia. Nascida e criada na zona rural, a jovem acredita que o uso sustentável dos recursos naturais manterá a humanidade por mais tempo na terra.

Presidente do Conselho Rural de Desenvolvimento Sustentável, Cláudio Ribas disse que, no Dia Nacional da Conscientização Ambiental, é muito pertinente falar sobre o assunto. Várias autoridades relacionadas ao meio ambiente enriqueceram as discussões e puderam esclarecer as dúvidas do homem do campo durante a reunião do conselho. Na iminência de um El Niño mais severo, Ribas afirmou que é fundamental convocar os agricultores e produtores rurais para debater o clima e o meio ambiente. “Temos que discutir o meio ambiente todos os dias”, apontou.

Entre os palestrantes no evento esteve o coordenador da Divisão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiental, Jorge Valério. Ele enfatizou a importância de falar acerca do aquecimento global, das mudanças climáticas e dos eventos extremos, que são uma realidade atual. “Precisamos nos preocupar com a sustentabilidade”, defendeu.

Paramirim
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Decisão judicial obriga Estado e Inema a fiscalizar usuários de água no Vale do Paramirim Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), o Município de Paramirim, adotou, na última terça-feira (8), uma série de medidas estruturantes voltadas à regularização do uso da água na Bacia do Rio Paramirim. Essas ações decorrem de uma Ação Civil Pública ajuizada pela Promotoria Regional Ambiental de Guanambi, que solicita à Justiça a adoção de providências para assegurar a gestão adequada e sustentável dos recursos hídricos na região.

No documento, a Justiça determinou que o Estado da Bahia e o Inema implementem um conjunto de providências, entre elas o cadastramento e a fiscalização dos usuários de recursos hídricos, bem como a suspensão de captações irregulares. Também foi exigida a adoção de métodos de irrigação mais eficientes e a implantação de infraestrutura essencial, como a eletrificação rural, necessária para viabilizar a modernização das práticas produtivas no campo.  A ação é baseada no reconhecimento do uso insustentável da água na região, especialmente no Vale do Paramirim. Um dos principais problemas apontados é a predominância da irrigação por inundação, uma técnica obsoleta e pouco eficiente, que consome grandes volumes de água e causa impactos negativos ao meio ambiente.

A reunião contou com a presença de representantes de instituições públicas e do poder político local, entre eles o presidente do Comitê da Bacia do Rio Paramirim, Anselmo Caíres; o representante do Inema, Lucas Sampaio; o prefeito de Caturama, Antônio Leão; vereadores da região e integrantes da sociedade civil. Durante o encontro, o promotor de Justiça regional ambiental Jailson Trindade destacou o papel do MPBA como autor da ação judicial e como agente na busca de soluções para os conflitos socioambientais da região. Ele ressaltou a importância do diálogo e da atuação conjunta entre os diferentes envolvidos, considerando os impactos econômicos, sociais e ambientais do uso da água. O promotor também enfatizou a necessidade de mudanças na gestão dos recursos hídricos e defendeu a elaboração urgente de um diagnóstico técnico sobre a oferta e a demanda de água na Bacia do Rio Paramirim, fundamental para garantir segurança hídrica, uso racional e sustentabilidade ambiental.

Sudoeste Baiano
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Jovens cientistas de Itororó produzem sabonete à base de capim-limão Foto: Hellionadia Aguiar/GOVBA

Muito popular no Brasil, o capim-limão (Cymbopogon citratus), também conhecido como capim-santo, chamou atenção das estudantes Thaís Oliveira e Sabrina Lopes, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Sudoeste Eurides Evangelista Pinto, no município de Itororó. Ao pesquisar as propriedades da planta, as jovens tiveram a ideia de desenvolver um sabonete utilizando esta matéria-prima.

A iniciativa deu tão certo que o produto desenvolvido foi destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação. A professora orientadora da dupla, Laise Estefanes, conta que o pensamento era criar um sabonete, de forma sustentável, que não prejudicasse tanto o meio ambiente, como acontece com os disponíveis no mercado.

“Nosso produto tem como diferencial o uso de capim-limão cultivado na horta da própria escola, garantindo uma matéria-prima natural e de fácil acesso. Priorizamos a sustentabilidade, com recursos disponíveis no ambiente escolar, incentivando o aproveitamento consciente e a educação ambiental”, afirma.

A professora visualiza a educação científica e empreendedora como oportunidade de futuro para jovens de todas as idades. “Projetos como esse aproximam os alunos da pesquisa científica de forma aplicada, permitindo que eles compreendam na prática conceitos de química, biologia e controle de qualidade”, lista.

Segundo Thaís e Sabrina, as próximas etapas do projeto já estão mapeadas e envolvem aprimorar a formulação do sabonete e ampliar o foco em sustentabilidade. “Pretendemos seguir a pesquisa para encontrar mais matérias-primas sustentáveis, buscando ingredientes que tenham menor impacto ambiental e que possam ser obtidos de forma consciente”, concluem.

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